sexta-feira, 22 de novembro de 2013
...
Os terrenos, já de si arenosos, voltaram a abater. Primeiro ligeiramente, como se tudo fosse fácil de controlar. De agarrar e voltar a pôr no lugar. Mas não parou. Continua a desmoronar-se. Uns tabiques aqui. Umas pedras mais à frente. Não pára. E provavelmente só terá fim... no fim.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Eu fazia diferente...
Tantas e tantas vezes que oiço... se voltasse atrás fazia tudo igual.
Eu não.
Ai se eu voltasse atrás... experimentava na certa outros caminhos... outra vida e outras vidas.
Sendo que desta há "coisas" das quais não prescindo. Recuso-me. Há "coisas" que quero em qualquer vida.
De resto... experimentava o novo e o diferente.
E concerteza que nos balanços do caminho diria... se eu voltasse atrás tentava de outra forma.
Eu não.
Ai se eu voltasse atrás... experimentava na certa outros caminhos... outra vida e outras vidas.
Sendo que desta há "coisas" das quais não prescindo. Recuso-me. Há "coisas" que quero em qualquer vida.
De resto... experimentava o novo e o diferente.
E concerteza que nos balanços do caminho diria... se eu voltasse atrás tentava de outra forma.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Limões
Deitei-me ali.
No chão.
A sentir os grumos de terra seca e quente na pele.
E adormeci. Por fim.
No ar um ligeiro cheiro a limão que me embalou.
Ao lado, um enorme limoeiro que me guardou o sono e os sonhos das aves de rapina que me rondam.
Descansei. Por fim
No chão.
A sentir os grumos de terra seca e quente na pele.
E adormeci. Por fim.
No ar um ligeiro cheiro a limão que me embalou.
Ao lado, um enorme limoeiro que me guardou o sono e os sonhos das aves de rapina que me rondam.
Descansei. Por fim
Mais uma carta
(das sem respostas)
Descabelo-me por uma resposta tua... uma mensagem... um sinal, de fumo que seja.
E nada.
Em picos sinto fúria e acalmias. Projeto na mente novas ações... respostas... caras fechadas.
Para quê? Sim, para quê se nunca vais perceber o tamanho da minha solidão.
Descabelo-me por uma resposta tua... uma mensagem... um sinal, de fumo que seja.
E nada.
Em picos sinto fúria e acalmias. Projeto na mente novas ações... respostas... caras fechadas.
Para quê? Sim, para quê se nunca vais perceber o tamanho da minha solidão.
Carta
(a quem nunca responde)
Oi, oi
Sou eu. Sim eu.
Que gosta de ti, que to diz, que to demonstra.
A que te envia corações e frases feitas... lindas de morrer. Lamechas, como tu lhes chamas com ternura.
Sou eu... que gostaria muito de ter uma resposta, simples... bem simples... mas tua. Uma resposta que seja só para mim, que seja minha.
Daquelas que eu saiba que no momento em que a escreveste, fotografavas, a desenhavas estavas com o teu amor posto em mim.
Algo que me quebre a solidão.
Oi, oi
Sou eu. Sim eu.
Que gosta de ti, que to diz, que to demonstra.
A que te envia corações e frases feitas... lindas de morrer. Lamechas, como tu lhes chamas com ternura.
Sou eu... que gostaria muito de ter uma resposta, simples... bem simples... mas tua. Uma resposta que seja só para mim, que seja minha.
Daquelas que eu saiba que no momento em que a escreveste, fotografavas, a desenhavas estavas com o teu amor posto em mim.
Algo que me quebre a solidão.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Lufadas
Novas lufadas de ar me empurram. Nem sempre o ar é fresco. Mas, também, nem sempre me chega chega enquinado.
E nesses momento respiro... umas vezes mais fundo que outras. E nesses momentos arregaço as mangas. E sigo.
Já não sigo sozinha. Tenho os meus colos de eleição.
Sigo somente na minha solidão, de que parece que não sei abrir mão.
Mas já consigo sorrir. Já consigo acreditar.
E nesses momento respiro... umas vezes mais fundo que outras. E nesses momentos arregaço as mangas. E sigo.
Já não sigo sozinha. Tenho os meus colos de eleição.
Sigo somente na minha solidão, de que parece que não sei abrir mão.
Mas já consigo sorrir. Já consigo acreditar.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Aos poucos
Aos poucos vamos-nos afastando... distanciando.
Aos poucos a loucura que nos uniu vai-se esbantendo... e perdendo a importância.
Aos poucos uma dor impossível toma conta de mim, enquanto nos vejo partir.
Direções opostas... caminhos divergentes... escolhas não comuns.
Aos poucos hei-de reerguer-me. Quando me apetecer... se algum dia me apetecer.
Aos poucos... no meu tempo, que já foi o nosso.
Aos poucos um vazio para preencher.
Aos poucos a loucura que nos uniu vai-se esbantendo... e perdendo a importância.
Aos poucos uma dor impossível toma conta de mim, enquanto nos vejo partir.
Direções opostas... caminhos divergentes... escolhas não comuns.
Aos poucos hei-de reerguer-me. Quando me apetecer... se algum dia me apetecer.
Aos poucos... no meu tempo, que já foi o nosso.
Aos poucos um vazio para preencher.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Respirar
Estacionei no meu sofá. Respirei fundo... uma... duas... três vezes.
Esqueço-me tantas vezes de respirar... e de estacionar por um pouquinho que seja.
Apetecia-me que estivesses aqui. Apetecia-me? que raio de mania esta que tenho de usar este maldito tempo verbal. Apetece-me.
Definitivamente, apetece-me ter-te sentado ao meu lado. Encostar a cabeça no teu colo, fechar os olhos e ouvir-te falares sobre o teu dia, enquanto me remexes os cabelos.
Falta pouco.
Esqueço-me tantas vezes de respirar... e de estacionar por um pouquinho que seja.
Apetecia-me que estivesses aqui. Apetecia-me? que raio de mania esta que tenho de usar este maldito tempo verbal. Apetece-me.
Definitivamente, apetece-me ter-te sentado ao meu lado. Encostar a cabeça no teu colo, fechar os olhos e ouvir-te falares sobre o teu dia, enquanto me remexes os cabelos.
Falta pouco.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Salpicos
Salpico as pernas de pequenos pedaços de lama, enquanto os pés se encharcam e enterram naquele lodo. Corro em circulos. Nado em redor de mim mesma. Vou respirando a espaços... cada vez mais espaçados.
Não há tempo. O senhor coelho rodopia à minha volta com aquele relógio que se agiganta a cada minuto.
Um barulho enorme envolve-me a cabeça e desce pelo tronco, aprisionando-me.
Já não luto. Faço um luto. Para sempre a seguir me erguer. É tempo de voltar à luta.
Não há tempo. O senhor coelho rodopia à minha volta com aquele relógio que se agiganta a cada minuto.
Um barulho enorme envolve-me a cabeça e desce pelo tronco, aprisionando-me.
Já não luto. Faço um luto. Para sempre a seguir me erguer. É tempo de voltar à luta.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Algodão doce
Um fio de algodão doce prende-se-me nos cabelos.
E no meio de gargalhadas quero parar o tempo. Tento que o Mundo páre de girar.
Por segundos acredito que tudo pode ser assim... da cor do fio de uma mão de algodão doce.
E no meio de gargalhadas quero parar o tempo. Tento que o Mundo páre de girar.
Por segundos acredito que tudo pode ser assim... da cor do fio de uma mão de algodão doce.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
...
Sento-me. Encaixada entre dois corpos que tocam o meu, mas nada me dizem.
Sinto o descoforto de um calor que me é estranho.
Tento esquercer aquelas presenças que se intrometem em mim. Intrusivas, sem elas próprias quererem.
Sinto o peso de viver rodeada de estranhos... pouco amistosos.
Sinto o peso de deixar os meus tempo demais.
Sinto o peso desta incapacidade funcional para mudar.
Levanto-me. Sigo.
Sinto o descoforto de um calor que me é estranho.
Tento esquercer aquelas presenças que se intrometem em mim. Intrusivas, sem elas próprias quererem.
Sinto o peso de viver rodeada de estranhos... pouco amistosos.
Sinto o peso de deixar os meus tempo demais.
Sinto o peso desta incapacidade funcional para mudar.
Levanto-me. Sigo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Ousadias
Um dia acordei com a ousadia de achar que conhecia bem um alguém.
Dei-me mal.
Um dia acordei a perceber que levamos uma vida para nos conhecermos minimamente as nós próprios.
Tarefa hercúlea e muitas vezes ingrata.
Não gosto de tudo o que descubro. Não consigo mudar tudo o que não gosto.
Algumas coisas mal as tolero.
Agarro-me ao que amo. Tento que sejam coisas que se sobreponham aos cinzentos e negros que tento enfiar a custo numa gaveta apertada.
Choro.
Dei-me mal.
Um dia acordei a perceber que levamos uma vida para nos conhecermos minimamente as nós próprios.
Tarefa hercúlea e muitas vezes ingrata.
Não gosto de tudo o que descubro. Não consigo mudar tudo o que não gosto.
Algumas coisas mal as tolero.
Agarro-me ao que amo. Tento que sejam coisas que se sobreponham aos cinzentos e negros que tento enfiar a custo numa gaveta apertada.
Choro.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Regressos
Os dúbios regressos que nos causam alegrias, mas nos deixam infelizes.
Parar o tempo poderia ser uma opção.
Até lá... agarro a mim os bons momentos.
Pego nas doçuras da vida e deixo a um canto enrodilhadas as travessuras.
Vôo.
Parar o tempo poderia ser uma opção.
Até lá... agarro a mim os bons momentos.
Pego nas doçuras da vida e deixo a um canto enrodilhadas as travessuras.
Vôo.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Por uns dias...
Por uns dias o descanso, a paz. Só o riso das crianças.
Por uns dias longos passeios e a cabeça vazia.
Por uns dias os que mais amo ao meu lado...
... se pudessem ser todos... se não fosse pedir demais.
Por uns dias só os meus livros e muitas palavras...
...ditas... sentidas... intuidas.
Por uns dias os relógios param, perdem o sentido, deixam de lado a importância com que se engalanam no resto do tempo.
Por uns dias eu... comigo. Apenas eu.
Só por uns dias...
Por uns dias longos passeios e a cabeça vazia.
Por uns dias os que mais amo ao meu lado...
... se pudessem ser todos... se não fosse pedir demais.
Por uns dias só os meus livros e muitas palavras...
...ditas... sentidas... intuidas.
Por uns dias os relógios param, perdem o sentido, deixam de lado a importância com que se engalanam no resto do tempo.
Por uns dias eu... comigo. Apenas eu.
Só por uns dias...
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Tempo
Misturo-me entre cores, cheiros, sons, movimentos... andares.
Percorro o caminho de sempre, de todos os dias.
Piso exatamente o mesmo chão, de onde muitas vezes nem levanto os olhos.
Não por arrogância... não por timidez. Só porque sim. Só por ser essa a minha vontade.
Conheço-lhe os tons, as saliências e reentrâncias. As dores.
O tempo pergunta ao tempo...
E o tempo esfuma-se, foge-me... E de repente, passou.
E amanhã é mais um recomeço previsto.
Percorro o caminho de sempre, de todos os dias.
Piso exatamente o mesmo chão, de onde muitas vezes nem levanto os olhos.
Não por arrogância... não por timidez. Só porque sim. Só por ser essa a minha vontade.
Conheço-lhe os tons, as saliências e reentrâncias. As dores.
O tempo pergunta ao tempo...
E o tempo esfuma-se, foge-me... E de repente, passou.
E amanhã é mais um recomeço previsto.
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Pequeno
A cabeça encostada no meu colo. Caracois negros... soltos. Olhos que teimas em não fechar.
Um carinho que se constroi... se sente... se aumenta. Mútuo... sim.
Tão pequeno... ali.
E saudades de outro pequeno.
Um carinho que se constroi... se sente... se aumenta. Mútuo... sim.
Tão pequeno... ali.
E saudades de outro pequeno.
terça-feira, 16 de julho de 2013
RAP (try)
Queria escrever um Rap... a letra de uma canção...
Inspirada no Gabriel e no AC, que é seu irmão.
Uma canção de amor... uma letra de saudades.
Embalo a minha mente num licor de verdades.
Guardo tudo numa mala... nas páginas de um caderno.
Dores, saudades e tristezas... que cruzam a cada inverno.
Um sorriso luminoso quando olho para ti.
Um abraço prolongado quando estás ao pé de mim.
Dou-te o braço... cruzo o passo... enrolo-me nas promessas.
Vivo a vida... a correr... empurrada pelas pressas.
Quando olho à minha volta vejo pouco que me interessa.
Agarro-me à solidão que me acompanha sem cobranças.
Vou variando de vida... de mote... e de paixão.
Até que me apareceste... e me esticaste a mão.
Bebo um copo... leio uns versos de um livro prometido.
Fecho os olhos e viajo neste meu mundo sofrido.
As dores que me acompanham não mas podes tirar.
Mas já vivo com a alegria de te poder abraçar.
Nos teus braços eu respiro... aninho-me... descanso.
Poiso as armas... fecho os olhos... parto em sonhos de anjos.
Inspirada no Gabriel e no AC, que é seu irmão.
Uma canção de amor... uma letra de saudades.
Embalo a minha mente num licor de verdades.
Guardo tudo numa mala... nas páginas de um caderno.
Dores, saudades e tristezas... que cruzam a cada inverno.
Um sorriso luminoso quando olho para ti.
Um abraço prolongado quando estás ao pé de mim.
Dou-te o braço... cruzo o passo... enrolo-me nas promessas.
Vivo a vida... a correr... empurrada pelas pressas.
Quando olho à minha volta vejo pouco que me interessa.
Agarro-me à solidão que me acompanha sem cobranças.
Vou variando de vida... de mote... e de paixão.
Até que me apareceste... e me esticaste a mão.
Bebo um copo... leio uns versos de um livro prometido.
Fecho os olhos e viajo neste meu mundo sofrido.
As dores que me acompanham não mas podes tirar.
Mas já vivo com a alegria de te poder abraçar.
Nos teus braços eu respiro... aninho-me... descanso.
Poiso as armas... fecho os olhos... parto em sonhos de anjos.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Espelho
Arrastei os pés pela casa. Cansada. Noites mal dormidas a pesarem-me nos olhos.
Um aperto no peito que me oprimia o pensar.
A luz vinda da janela da casa de banho cegou-me por momentos. Ou já vinha cega de trás.
Obriguei-me a olhar-me no espelho, que naquele momento me pareceu enorme... a refletir a minha imensa tristeza.
Sem dizer nada escorrera-me duas lágrimas cara abaixo... que se foram despenhar na cerâmica branca do lavatório.
O que é que eu estou a fazer a mim própria?
Um aperto no peito que me oprimia o pensar.
A luz vinda da janela da casa de banho cegou-me por momentos. Ou já vinha cega de trás.
Obriguei-me a olhar-me no espelho, que naquele momento me pareceu enorme... a refletir a minha imensa tristeza.
Sem dizer nada escorrera-me duas lágrimas cara abaixo... que se foram despenhar na cerâmica branca do lavatório.
O que é que eu estou a fazer a mim própria?
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Deixei cair as mãos
Sentei-me no sofá. Costas direitas ligeiramente afastadas. Pernas juntas, joelhos unidos e as mãos caídas no colo.
Deixei cair as mãos para o lado.
Fechei os olhos.
Parei a respiração... o coração serenou, até quase parar.
Uma lágrima ainda conseguiu deslizar... até salpicar a t-shirt, de alças, verde tropa. Havia de secar.
Reabri os olhos e fixei-os no nada.
E assim permaneci... no nada.
Deixei cair as mãos para o lado.
Fechei os olhos.
Parei a respiração... o coração serenou, até quase parar.
Uma lágrima ainda conseguiu deslizar... até salpicar a t-shirt, de alças, verde tropa. Havia de secar.
Reabri os olhos e fixei-os no nada.
E assim permaneci... no nada.
Quem me mandou?
Quem me mandou gostar assim de ti? Assim como? Tanto. Tão imensamente.
Quem me mandou sentir saudades?
Quem me mandou deixar entrar esta dor? Que dor?
A dor da ausência.
A dor de não estar por perto para partilhar... para abraçar... parar sorrir...
A dor de quem não pode fazer planos e sonhar com o dia em que vai voltar a ver-te.
A dor da incerteza, a da insegurança, a de se sentir de fora.
A dor de me voltar a sentir sozinha... e temer que os últimos meses tenham sido só um sonho bom.
A dor do esforço imenso para afastar todas estas dores traiçoeiras.
A tua almofada está no lugar dela!
Quem me mandou sentir saudades?
Quem me mandou deixar entrar esta dor? Que dor?
A dor da ausência.
A dor de não estar por perto para partilhar... para abraçar... parar sorrir...
A dor de quem não pode fazer planos e sonhar com o dia em que vai voltar a ver-te.
A dor da incerteza, a da insegurança, a de se sentir de fora.
A dor de me voltar a sentir sozinha... e temer que os últimos meses tenham sido só um sonho bom.
A dor do esforço imenso para afastar todas estas dores traiçoeiras.
A tua almofada está no lugar dela!
Subscrever:
Comentários (Atom)