Será que ainda sei escrever? Se é que alguma vez o soube...
Meia dúzia de rabiscos no meio de uma solidão povoada de gentes. Vou deixando vidas pelo caminho, vou agarrando outras. Todas minhas... nenhuma verdadeiramente minha.
Até que se muda de luz... num dia de sol tempestuoso.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Um sol
Um sol imenso invadiu-me o olhar e deixou-me o corpo num torpor maravilhoso. Um torpor que se alastrou até à pontinha dos dedos dos pés... que são pequenos... redondinhos.
Um sol imenso sorriu-me hoje de manhã e vai sorrir-me ao fim da tarde e antes de adormecer... cansada.
Um sol imenso leva-me pelo sonhos de quem não se conforma, de quem mesmo a dormir vive acordada.
Um sol imenso recebe-me e abraça-me todas as manhãs... mesmo quando eu, de casmurra, insisto em não o querer.
Deito-me neste sol imenso, que me vem envolvendo pela vida... e viajo.
Um sol imenso sorriu-me hoje de manhã e vai sorrir-me ao fim da tarde e antes de adormecer... cansada.
Um sol imenso leva-me pelo sonhos de quem não se conforma, de quem mesmo a dormir vive acordada.
Um sol imenso recebe-me e abraça-me todas as manhãs... mesmo quando eu, de casmurra, insisto em não o querer.
Deito-me neste sol imenso, que me vem envolvendo pela vida... e viajo.
terça-feira, 1 de março de 2011
...
Entrelaçados. Assim ficámos. Meia hora? Uma? Dias eternos? Não sei, nem procuro saber. Limito-me a viver. A arrancar sorrisos, alguns a ferros em brasa. A soltar gargalhadas sonoras que abafem a dor. E a aceitar as suavidades que se soltam a espaços e me suavizam o ser.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
...
Continua a marcar o compasso. Ali. Sem se mover. Uma peça de museu. Ali. Esquecida de todos menos de si própria.
Os solavancos sulcaram-lhe o destino, que agarrou com força até se ferir. E mesmo assim nunca baixou os braços. Nunca abrandou o passo. Um ritmo ao ritmo dos ritmos. E mesmo assim está lá... ali.
Os solavancos sulcaram-lhe o destino, que agarrou com força até se ferir. E mesmo assim nunca baixou os braços. Nunca abrandou o passo. Um ritmo ao ritmo dos ritmos. E mesmo assim está lá... ali.
Loucuras
Uma loucura apodera-se de mim e corro mundo com o mundo às costas. Espalho sorrisos, transporto alegrias, transbordo energias.
E tudo roda a uma velocidade estonteante, sem nunca abrandar. E continuamos formigas errantes, num rumo sem sentido... com os nossos sentidos.
E tudo roda a uma velocidade estonteante, sem nunca abrandar. E continuamos formigas errantes, num rumo sem sentido... com os nossos sentidos.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Noites brancas
Noites brancas. Um livro na cabeceira. Aberto. E a história continua a viver, dentro daquelas páginas. Não pára. Sorrisos abertos, lágrimas em forma de chuva. Correrias aos gritos, silêncios perturbadores. Canções de embalar, choros sentidos... e sumidos... no ar de uma noite branca.
E o livro fica ali, aberto na eternidade... na imensidão.
A espaços uma página vira-se... respira em mim... aconchega-me.
Mais uma aventura, mais uma flor atirada pelo caminho. E o marcador descansa enfim... durante algumas horas... numa noite branca cheia de vazios com muito sentido... com todos os sentidos.
E o livro fica ali, aberto na eternidade... na imensidão.
A espaços uma página vira-se... respira em mim... aconchega-me.
Mais uma aventura, mais uma flor atirada pelo caminho. E o marcador descansa enfim... durante algumas horas... numa noite branca cheia de vazios com muito sentido... com todos os sentidos.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
...
Ali estás tu, naquele canto. Vejo-te, sinto-te a respiração e os suspiros. Quero falar-te. Tento falar-te. E não consigo. Não sai nada. Só um lágrima que escorre e me deixa os olhos brilhantes. Já não me vês.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Ser ingénua
Será ingenuidade querer o bem dos outros?
Será ingenuidade achar que adianta não baixar os braços?
Será ingenuidade continuar a lutar?
Será ingenuidade reger a vida em torno do conceito de honestidade?
Será ingenuidade achar que ainda vamos a tempo de sermos melhores e de fazermos mais e melhor?
Será ingenuidade querer continuar a fazer a diferença pela positiva?
Será ingenuidade querer a verdadeira justiça?
Será ingenuidade acreditar na amizade?
Se é ingenuidade... Se isso é ser-se ingénua... então, ainda bem que sou ingénua.
Será ingenuidade achar que adianta não baixar os braços?
Será ingenuidade continuar a lutar?
Será ingenuidade reger a vida em torno do conceito de honestidade?
Será ingenuidade achar que ainda vamos a tempo de sermos melhores e de fazermos mais e melhor?
Será ingenuidade querer continuar a fazer a diferença pela positiva?
Será ingenuidade querer a verdadeira justiça?
Será ingenuidade acreditar na amizade?
Se é ingenuidade... Se isso é ser-se ingénua... então, ainda bem que sou ingénua.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Felizes para sempre
Onde está o ...e foram felizes para sempre?... Em que caixa o guardaram.
Já virei tudo de pernas para o ar... do avesso... ao contrário. E nada.
Desapareceu. Perdeu-se nos escombras de várias vidas.
Nunca existiu.
Já virei tudo de pernas para o ar... do avesso... ao contrário. E nada.
Desapareceu. Perdeu-se nos escombras de várias vidas.
Nunca existiu.
...
A dor da flecha lançada que se perde no ar, entre arvoredos e lagoas cristalinas.
A dor da flecha que se perde e vagueia sem lugar onde assentar a alma.
Alma errante. Em desassossegos vários. Em caminhos pedregosos, escondidos por pequenas ervas e musgos. Um tropeção... dois.
Um caminho encontrado... outro perdido. Uma flecha que se lança sem retorno possível. E tudo parece perdido juntamente com a felcha esquecida, despresada, ignorada... erradamente ignorada?... fingidamente ignorada?... propositadamente ignorada?... medo, por muito medo. Uma cegueira escolhida. Arrependida.
A dor da flecha que se perde e vagueia sem lugar onde assentar a alma.
Alma errante. Em desassossegos vários. Em caminhos pedregosos, escondidos por pequenas ervas e musgos. Um tropeção... dois.
Um caminho encontrado... outro perdido. Uma flecha que se lança sem retorno possível. E tudo parece perdido juntamente com a felcha esquecida, despresada, ignorada... erradamente ignorada?... fingidamente ignorada?... propositadamente ignorada?... medo, por muito medo. Uma cegueira escolhida. Arrependida.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Mais um ano cumprido
Mais um ano cumprido. Menos um ano desta vida.
Mais conquistas, mas também mais dores e desilusões a pesar no corpo.
Um corpo que já não responde à rapidez dos pensamentos.
E que venha o próximo ano, que cá o espero de braços abertos e mangas arregaçadas.
Com a certeza da chegada de novas vidas, novos amores, novas lutas e novas conquitas. Com a certeza de mais algumas dores e desilusões. Com a certeza de novas feridas abertas, de outras cicatrizes a marcar o tão afamado processo de crescimento.
No fundo, com um mar de incertezas no bolso do casaco, lado a lado com uma eperança cansada.
Mais conquistas, mas também mais dores e desilusões a pesar no corpo.
Um corpo que já não responde à rapidez dos pensamentos.
E que venha o próximo ano, que cá o espero de braços abertos e mangas arregaçadas.
Com a certeza da chegada de novas vidas, novos amores, novas lutas e novas conquitas. Com a certeza de mais algumas dores e desilusões. Com a certeza de novas feridas abertas, de outras cicatrizes a marcar o tão afamado processo de crescimento.
No fundo, com um mar de incertezas no bolso do casaco, lado a lado com uma eperança cansada.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Para sempre "indio"
Para sempre "indio"... rebelde... inconformada... e com o desassossego latente nas veias, que não deixa o desalento tomar conta de mim por muito tempo.
Alguns murros em pontas de facas, numa luta desmedida pela palavra mãe: honestidade.
Uma palavra que lateja em mim e me obriga a seguir este caminho e não outro, que me fosse mais suave, mais almofadado.
Uma sentir que me impele a lutar, que me atira para a frente, mesmo quando completamente só nas minhas causas.
Um viver por causas... nas causas.
Alguns murros em pontas de facas, numa luta desmedida pela palavra mãe: honestidade.
Uma palavra que lateja em mim e me obriga a seguir este caminho e não outro, que me fosse mais suave, mais almofadado.
Uma sentir que me impele a lutar, que me atira para a frente, mesmo quando completamente só nas minhas causas.
Um viver por causas... nas causas.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Tanto por dizer
Uma doce sensação de tristeza embala-me a alma e o corpo. Oiço-te do outro lado do fio e emudeço. Fica tanto por dizer. Por dentro fervilho. Agarro nos embrulhos e caminho, sempre em frente. E continuo. E tanto que ficou por dizer. Tanto...
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Infinitamente
Há dias que se arrastam infinitamente sem percebermos os porquês das razões.
Fecho os olhos e tento distrair-me em mim. Mas aquelas imagens não se apagam.
E o dia arrasta-se infinitamente.
E com os dias as imagens esbatem-se... dão lugar a outras.
E a vida arrasta-se infinitamente num turbilhão de vontades. Numa pressa desmedida. Onde tudo passa ao ritmo de um enorme tropeção... infinitamente.
Fecho os olhos e tento distrair-me em mim. Mas aquelas imagens não se apagam.
E o dia arrasta-se infinitamente.
E com os dias as imagens esbatem-se... dão lugar a outras.
E a vida arrasta-se infinitamente num turbilhão de vontades. Numa pressa desmedida. Onde tudo passa ao ritmo de um enorme tropeção... infinitamente.
sábado, 20 de novembro de 2010
Em frente
Quedas... dor.. vontade de largar tudo.
E continuar sempre.
Saber que amanhã é outro dia... que daqui a sessenta minutos é outra hora... e que daqui a sessenta segundo outro minuto...
Manter a cabeça de fora...
O corpo em suspenso...
Pairar.
Manter sorrisos. Ganhar sorrisos.
Disfarçar dores... tapar as feridas... esconder as cicatrizes.
E seguir em frente.
Sempre em frente... nem sempre para a frente.
E continuar sempre.
Saber que amanhã é outro dia... que daqui a sessenta minutos é outra hora... e que daqui a sessenta segundo outro minuto...
Manter a cabeça de fora...
O corpo em suspenso...
Pairar.
Manter sorrisos. Ganhar sorrisos.
Disfarçar dores... tapar as feridas... esconder as cicatrizes.
E seguir em frente.
Sempre em frente... nem sempre para a frente.
Hoje preciso...
Hoje preciso que me puxes para ti... que me abraces no teu calor e me beijes os cabelos.
Hoje preciso que fiquemos assim... imóveis... no nosso canto. Com a cabeça no ar... e os pés bem assentes na terra.
Hoje preciso de ficar de olhos fechados... aninhada em nós... porque os sentidos são cinco e os sentimentos mais de mil.
Hoje preciso que me puxes para ti... só.
Hoje preciso que fiquemos assim... imóveis... no nosso canto. Com a cabeça no ar... e os pés bem assentes na terra.
Hoje preciso de ficar de olhos fechados... aninhada em nós... porque os sentidos são cinco e os sentimentos mais de mil.
Hoje preciso que me puxes para ti... só.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
...
Um sabor amargo tão conhecido está de volta. Sei que vai acabar por passar. Mas enquanto está... está mesmo.
Uma vontade de fechar os olhos por uns dias... e quando os abrir o efeito memória desapareceu. Mas não vai ser assim, nunca é.
E leio frases feitas que só nos animam quando não precisamos dela.
E remeto-me aos meus silêncios povoados de gargalhas ôcas e olhares tristes.
E a consciência volta a atraiçoar-me. E a doer.
Uma vontade de fechar os olhos por uns dias... e quando os abrir o efeito memória desapareceu. Mas não vai ser assim, nunca é.
E leio frases feitas que só nos animam quando não precisamos dela.
E remeto-me aos meus silêncios povoados de gargalhas ôcas e olhares tristes.
E a consciência volta a atraiçoar-me. E a doer.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Acreditar?
Acreditar?... É tão cada vez mais difícil...
Quando parece que sim, que pode ser, que talvez eu é que tenha estado enganada desde sempre o desânimo volta a assolar-me.
Uma onde que varre tudo... e deixa algumas algas e conchas... outra onda que volta.
Os braços voltam a baixar-se, num movimento abrupto e automático. Enrolo-me em mim, num gesto que tão bem conheço. E que me protege.
Nada a fazer. Parece que é assim mesmo.
Um névoa volta a rondar. Volto a ouvir as canções de sempre, dos poetas de sempre... e que vivem comigo sem sequer desconfiarem... sem medos, sem cobranças... sempre, sem súbitos e inexplicáveis desaparecimentos.
E é mais um vez isso a vida. Vidas que se cruzam com a minha e na minha... e saiem.
Quando parece que sim, que pode ser, que talvez eu é que tenha estado enganada desde sempre o desânimo volta a assolar-me.
Uma onde que varre tudo... e deixa algumas algas e conchas... outra onda que volta.
Os braços voltam a baixar-se, num movimento abrupto e automático. Enrolo-me em mim, num gesto que tão bem conheço. E que me protege.
Nada a fazer. Parece que é assim mesmo.
Um névoa volta a rondar. Volto a ouvir as canções de sempre, dos poetas de sempre... e que vivem comigo sem sequer desconfiarem... sem medos, sem cobranças... sempre, sem súbitos e inexplicáveis desaparecimentos.
E é mais um vez isso a vida. Vidas que se cruzam com a minha e na minha... e saiem.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
...
Dou-te a mão e sorrio aos teu lado. Puxas por mim e corremos no passeio... sem parar.
Pelo caminho aninho-te no meu colo, a espaços, seco-te as lágrimas e lambo-te as feridas.
Ensinas-me como se volta a sorrir... só por sorrires para mim.
E passamos a partilhar sorrisos... e risos... e abraços longos e apertado.
Pelo caminho aninho-te no meu colo, a espaços, seco-te as lágrimas e lambo-te as feridas.
Ensinas-me como se volta a sorrir... só por sorrires para mim.
E passamos a partilhar sorrisos... e risos... e abraços longos e apertado.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
...
Os olhos fechados... uma respiração suave... um pequeníssimo sorriso no canto da boca... cabelos em desalinho.
Sonha. De certeza que está a sonhar. E eu fico ali... horas... a sentir aquilo que nunca é demais sentir-se... a sentir aquilo que só eu consigo sentir. Está ali e é só meu... o cheiro, o calor, o sorriso.
Fecho os olhos e permaneço para sempre naquele momento.
Sonha. De certeza que está a sonhar. E eu fico ali... horas... a sentir aquilo que nunca é demais sentir-se... a sentir aquilo que só eu consigo sentir. Está ali e é só meu... o cheiro, o calor, o sorriso.
Fecho os olhos e permaneço para sempre naquele momento.
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