Ontem deste mais um passo.
A cada dia te vais afastando um pouquinho mais.
Entre fumos e gargalhadas.
Com a insolênciaa arrebitar o nariz para cima.
Ao lado dos camaradas, que os velhos não acompanham.
Ontem deste mais um passo.
Espreitaste fora do ninho.
Estás a preparar o vôo. Eu sei disso.
E não te posso reter.
Ontem deste mais um passo.
Caminhas com a tua seita.
Fica o carinho guardado e as saudades antecipadas.
Um dia voltas.
Eu voltei
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Sabes...
Sabes... um dia tudo isto acaba.
Todas as dores se esfumam e são consumidas, um dia, por um qualquer fogo que nos deixará em pó.
Todas as tristezas serão, finalmente reduzidas ao nada... que sempre deveriam ter sido, mas não conseguimos.
Este desespero constante, que vai ganhando voz ou se aninha escondido atrás de um sorriso fraco, deixa finalmente de se cravar na carne.
Tormentos, ansiedades, angústias... aquelas que parecem nunca ter fim... terão.
Sabes... um dia tudo isto acaba. E finalmente gozaremos da sonhada paz.
Todas as dores se esfumam e são consumidas, um dia, por um qualquer fogo que nos deixará em pó.
Todas as tristezas serão, finalmente reduzidas ao nada... que sempre deveriam ter sido, mas não conseguimos.
Este desespero constante, que vai ganhando voz ou se aninha escondido atrás de um sorriso fraco, deixa finalmente de se cravar na carne.
Tormentos, ansiedades, angústias... aquelas que parecem nunca ter fim... terão.
Sabes... um dia tudo isto acaba. E finalmente gozaremos da sonhada paz.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Finalmente...
Este ano... finalmente...
Ofereço-te corações lamechas e deixo que me leves a jantar.
Dou-te a mão. Encosto-me a ti.
Deixo-me ir.
Abraço esta felicidade.
Rio alto.
Quero-nos.
Foleiros, pirosos... Não quero saber.
Estou feliz.
Ofereço-te corações lamechas e deixo que me leves a jantar.
Dou-te a mão. Encosto-me a ti.
Deixo-me ir.
Abraço esta felicidade.
Rio alto.
Quero-nos.
Foleiros, pirosos... Não quero saber.
Estou feliz.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Hoje... só hoje
Hoje está chuva e eu estou como o tempo...
Deixa-me saltar para o teu colo mãe e aí ficar.
Afaga-me o cabelo.
E sem dizeres nada deixa-me sentir que vai ficar sempre tudo bem. Porque tu vais estar sempre por cá. Porque o teu colo vai estar sempre à minha espera.
Limpa-me as lágrimas que escorrem e embala-me.
Quero voltar a adormecer ao teu colo.
Talvez para (um) sempre.
Deixa-me saltar para o teu colo mãe e aí ficar.
Afaga-me o cabelo.
E sem dizeres nada deixa-me sentir que vai ficar sempre tudo bem. Porque tu vais estar sempre por cá. Porque o teu colo vai estar sempre à minha espera.
Limpa-me as lágrimas que escorrem e embala-me.
Quero voltar a adormecer ao teu colo.
Talvez para (um) sempre.
Cansada
Estou tão cansada.
E o mundo não pára, por um minuto sequer.
Talvez se eu entregar as luvas e me sentar a um canto tudo acalme.
Entrar numa letargia. Deixar tudo andar por si só. E ver o que acontece.
Estou tão cansada.
E o mundo não pára, por um minuto sequer.
Talvez se eu entregar as luvas e me sentar a um canto tudo acalme.
Entrar numa letargia. Deixar tudo andar por si só. E ver o que acontece.
Estou tão cansada.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Fechar os olhos
Uma pequena brisa toca-me na cara.
Franzo o nariz.
E volto a fechar os olhos.
Não quero ver mais.
Recuso-me.
E advogo-me este direito em qualquer barra de tribunal.
Julguem-me se quiserem.
Atiram as pedras.
Os meus olhos não se voltarão a abrir para as feiuras deste mundo.
Franzo o nariz.
E volto a fechar os olhos.
Não quero ver mais.
Recuso-me.
E advogo-me este direito em qualquer barra de tribunal.
Julguem-me se quiserem.
Atiram as pedras.
Os meus olhos não se voltarão a abrir para as feiuras deste mundo.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Palhaço pobre
Sou um palhaço pobre.
Basta espreitares por trás de um olhar ou, número arriscado, para dentro da alma.
Mal espreitas vês um baú. Lindo, brilhante.
Mas pensa bem antes de o abrires. Podes não gostar do que vais encontrar.
Sou um palhaço pobre.
Habitado por angústias, medos e solidões.
Com um sorriso no canto da boca e uma gargalhada sonora.
Caminho comigo desde tempos imemoriáveis.
Conto sonhos, esperanças e arremeços de euforias.
Para depois voltar à sombra.
Sou um palhaço pobre...
Basta espreitares por trás de um olhar ou, número arriscado, para dentro da alma.
Mal espreitas vês um baú. Lindo, brilhante.
Mas pensa bem antes de o abrires. Podes não gostar do que vais encontrar.
Sou um palhaço pobre.
Habitado por angústias, medos e solidões.
Com um sorriso no canto da boca e uma gargalhada sonora.
Caminho comigo desde tempos imemoriáveis.
Conto sonhos, esperanças e arremeços de euforias.
Para depois voltar à sombra.
Sou um palhaço pobre...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Saber de ti
Vou tentar saber de ti. Procurar-te no mais longe que possa existir... no mais fundo... no mais recondido.
E provavelmente nada saberei.
Viverei um inteira vida sem saber de ti. Sem saber nada de ti.
Mas a achar que te sei.
Que te sei de cor e salteado, de trás para a frente, do avesso e do direito.
Que imensa ilusão. Se nem de mim sei.
E provavelmente nada saberei.
Viverei um inteira vida sem saber de ti. Sem saber nada de ti.
Mas a achar que te sei.
Que te sei de cor e salteado, de trás para a frente, do avesso e do direito.
Que imensa ilusão. Se nem de mim sei.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Preciso...
Truz... truz...
Sim?
Preciso de um abraço. Daqueles fortes, sabes? Sentido.
Preciso de encostar a cabeça ao teu peito e encontrar o teu coração... só para serenar. Sentir o teu calor... o teu cheiro... juntos a mim e ao bater descompassado do meu coração.
Preciso de fechar os olhos e sentir as tuas mãos à volta da minha cintura. Preciso de me aninhar em ti, que é onde sei que tudo faz sentido. Tudo tem um sentido, um rumo certo, uma razão.
Talvez até tracemos um objetivo e a rota para lá chegar. Juntos. Ou talvez continuaremos deliciosamente à deriva, sem largarmos as mãos.
Sorri para mim... e abraça este sorriso que me ofereces a cada existência.
Juntos.
Porquê?
Simplesmente porque... sim.
Sim?
Preciso de um abraço. Daqueles fortes, sabes? Sentido.
Preciso de encostar a cabeça ao teu peito e encontrar o teu coração... só para serenar. Sentir o teu calor... o teu cheiro... juntos a mim e ao bater descompassado do meu coração.
Preciso de fechar os olhos e sentir as tuas mãos à volta da minha cintura. Preciso de me aninhar em ti, que é onde sei que tudo faz sentido. Tudo tem um sentido, um rumo certo, uma razão.
Talvez até tracemos um objetivo e a rota para lá chegar. Juntos. Ou talvez continuaremos deliciosamente à deriva, sem largarmos as mãos.
Sorri para mim... e abraça este sorriso que me ofereces a cada existência.
Juntos.
Porquê?
Simplesmente porque... sim.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Corre, corre...
Corre, corre... Corre, corre...
Corre... Corre... Sem parar.
Nunca páres. Segue em frente.
Faz como toda a gente... que corre sem saber porquê. Que corre sem saber como.
Para onde vais?
Que importa isso?... Porque perguntas?
Vai simplesmente e não páres. Não questiones. Segue... Segue... Sem parar.
E quando lá chegares... Lá onde? Que importa isso?... Porque perguntas?
E quando lá chegares... enrodilha-te e descansa.
Corre... Corre... Sem parar.
Nunca páres. Segue em frente.
Faz como toda a gente... que corre sem saber porquê. Que corre sem saber como.
Para onde vais?
Que importa isso?... Porque perguntas?
Vai simplesmente e não páres. Não questiones. Segue... Segue... Sem parar.
E quando lá chegares... Lá onde? Que importa isso?... Porque perguntas?
E quando lá chegares... enrodilha-te e descansa.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Desde que...
Desde que possa continuar a adormecer enroscada em ti... até ao meu último respirar...
está tudo bem.
Desde que continuemos a andar na rua de mão dada... e a rir alto...
Partilhar... contruir... redefinir.
Dados lançados...sem retorno. Com vagares apressados.
Cumplicidades entrelaçadas. De hoje... de sempre... para sempre.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Lixo
Transformo-me, transfiguro-me... retorno.
Em meu redor tudo se mantem igual, inalterável. Pior que tudo, inabalável.
O lixo amontoa-se, passeia-se com orgulho pela fama, em que se atropela.
Pisa-se e repisa-se, para depois se erguer com uma força desumana. E levar tudo em redor.
Não poupa ninguém. Os afetos morreram-lhe faz tempos.
O que é uma lágrima?
É cão que não reconhece o dono.
É pústula que contamina a sociedade... até à gangrena.
E depois de amputado... regenera-se.
Para voltar a dizimar a vida.
Em meu redor tudo se mantem igual, inalterável. Pior que tudo, inabalável.
O lixo amontoa-se, passeia-se com orgulho pela fama, em que se atropela.
Pisa-se e repisa-se, para depois se erguer com uma força desumana. E levar tudo em redor.
Não poupa ninguém. Os afetos morreram-lhe faz tempos.
O que é uma lágrima?
É cão que não reconhece o dono.
É pústula que contamina a sociedade... até à gangrena.
E depois de amputado... regenera-se.
Para voltar a dizimar a vida.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Fio de vida
O curto fio de vida que lhe restava escorregou-lhe pelo canto da boca em forma de sangue.
Fechou os olhos e sentiu o quão pouco tempo pisou esta terra. Naqueles derradeiros segundo lembrou os melhores momento... em flash. E lembrou o todo que não chegaria a concretizar.
Fechou os olhos... e dormiu.
Fechou os olhos e sentiu o quão pouco tempo pisou esta terra. Naqueles derradeiros segundo lembrou os melhores momento... em flash. E lembrou o todo que não chegaria a concretizar.
Fechou os olhos... e dormiu.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Harmonia
Acordo estremunhada e sinto a onda de calor que emana do teu corpo. Entra no meu para ali permanecer.
Um braço envolve-me a cintura... num abraço. E a tua respiração... pausada... trespassa o ar num bafo quente.
Volto a fechar os olhos...serena. E embalo a minha respiração na tua. Compassadas... em harmonia.
Um braço envolve-me a cintura... num abraço. E a tua respiração... pausada... trespassa o ar num bafo quente.
Volto a fechar os olhos...serena. E embalo a minha respiração na tua. Compassadas... em harmonia.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Cama
Uma cama que se agiganta no teu silêncio e no meu.
Os corpos separados por meio palmo gelam no espaço que se estende por debaixo dos lençois e das mantas.
O gato passeia-se vagarosamente por cima do cobertor aos quadrados que tenta abarcar todo o espaço. Estica-se, espreguiça-se, tenta enroscar-se para ficar. É enxotado. Mia... chora. Mas sai. Contrariado.
Aninho-me numa ponta e não te sinto.
A noite passa e com ela o agigantar da cama e o frio por entre os lençois.
A manhã chega. Mais uma manhã...
Os corpos separados por meio palmo gelam no espaço que se estende por debaixo dos lençois e das mantas.
O gato passeia-se vagarosamente por cima do cobertor aos quadrados que tenta abarcar todo o espaço. Estica-se, espreguiça-se, tenta enroscar-se para ficar. É enxotado. Mia... chora. Mas sai. Contrariado.
Aninho-me numa ponta e não te sinto.
A noite passa e com ela o agigantar da cama e o frio por entre os lençois.
A manhã chega. Mais uma manhã...
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Tratar disso
Hoje podemos tratar disso...
... programar as férias
... prencher tabelas
... beber um copo de vinho
Podemos também...
... sorrir
... dar as mãos
... trocar mimos
e fazer amor.
Bem no final enroscamo-nos um no outro, como dois gatos com sono, simplesmente para estarmos e adormecermos.
... programar as férias
... prencher tabelas
... beber um copo de vinho
Podemos também...
... sorrir
... dar as mãos
... trocar mimos
e fazer amor.
Bem no final enroscamo-nos um no outro, como dois gatos com sono, simplesmente para estarmos e adormecermos.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
De ti
Hoje não sei de ti.
Sinto-me assustada. Ansiosa.
Pesa-me a alma.
Desencontrados, por momentos, na mesma cama.
Que ficou vazia, que arrefeceu de nós.
Mais logo, quem sabe... o reencontro. O aninhar.
Mais logo, quem sabe... adormeço em paz.
Sinto-me assustada. Ansiosa.
Pesa-me a alma.
Desencontrados, por momentos, na mesma cama.
Que ficou vazia, que arrefeceu de nós.
Mais logo, quem sabe... o reencontro. O aninhar.
Mais logo, quem sabe... adormeço em paz.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Miudinha
Cai uma chuva miudinha. Vinda do nada, entranha-se no nada.
Confunde-se com as tuas lágrimas e alimenta a tua angustia.
Varre a terra apodrecida, as folhas das ávores amarelecidas.
E renova-te essa dor pequenina, mas mortal.
Agarras-te a um pequeno tronco, que queres sólido.
E assim navegas até à proxima enxurrada... ou chuva miudinha.
Confunde-se com as tuas lágrimas e alimenta a tua angustia.
Varre a terra apodrecida, as folhas das ávores amarelecidas.
E renova-te essa dor pequenina, mas mortal.
Agarras-te a um pequeno tronco, que queres sólido.
E assim navegas até à proxima enxurrada... ou chuva miudinha.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Em mim
Sinto saudades tuas.
De me ter nos teus braços. De me reter... permanecer.
Sinto a falta de sentir o teu calor, colado a mim... em mim.
A tua respiração encostada nos meus cabelos.
As tuas mãos que viajam por mim e comigo.
Sinto saudades tuas.
A cada instante que passa.
Segundos eternos que emperram nos relógios que me cercam.
E que deixam galopar este anseio. Numa liberdade feroz.
Até que por fim... quando o sol se vai pondo... encosto os meus lábios aos teus... quentes.
De me ter nos teus braços. De me reter... permanecer.
Sinto a falta de sentir o teu calor, colado a mim... em mim.
A tua respiração encostada nos meus cabelos.
As tuas mãos que viajam por mim e comigo.
Sinto saudades tuas.
A cada instante que passa.
Segundos eternos que emperram nos relógios que me cercam.
E que deixam galopar este anseio. Numa liberdade feroz.
Até que por fim... quando o sol se vai pondo... encosto os meus lábios aos teus... quentes.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Ano Novo... a mesma vida.
Prepara-se tudo... comida... roupa... maquilhagem... e espante-se, até um pouco de perfume.
Todos dentro do carro.
Telefonemas feitos. "Bom Ano!!!"... "Beijinhos!!!"
Risos, muito risos.
Abraços, cumprimentos... partilha.
"Vou só ali pousar as coisas."
"Onde posso pôr o vinho?"
Abre-se uma garrafa e depois outra. E mais uma depois dessa outra.
As crianças entram e saiem. Corropiam, rodopiam. Uma dança de alegria.
As mais timidas arrastam-se junto dos crescidos. Alguns desenquadramentos. "É muito mais crescida que as outras". "Não tenho paciência para as brincadeiras delas".
Compreendo. Um aperto pequeno pequeno na alma.
A noite segue, entre copos, risos, muita música.
Canta-se e dança-se como a noite exige.
E depois das passas... os brindes, os abarços, os votos de bom ano renovado.
E os sonhos, os desejos, os propósitos na mente de cada um, no coração de todos.
Todos dentro do carro.
Telefonemas feitos. "Bom Ano!!!"... "Beijinhos!!!"
Risos, muito risos.
Abraços, cumprimentos... partilha.
"Vou só ali pousar as coisas."
"Onde posso pôr o vinho?"
Abre-se uma garrafa e depois outra. E mais uma depois dessa outra.
As crianças entram e saiem. Corropiam, rodopiam. Uma dança de alegria.
As mais timidas arrastam-se junto dos crescidos. Alguns desenquadramentos. "É muito mais crescida que as outras". "Não tenho paciência para as brincadeiras delas".
Compreendo. Um aperto pequeno pequeno na alma.
A noite segue, entre copos, risos, muita música.
Canta-se e dança-se como a noite exige.
E depois das passas... os brindes, os abarços, os votos de bom ano renovado.
E os sonhos, os desejos, os propósitos na mente de cada um, no coração de todos.
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