Uma tristeza abateu-se em mim. Olho o relógio e conto os minutos, que teimam em passar mais devagar que nos dias normais.
Quero ir buscar-te, abraçar-te. Aninhar-te no meu colo e dizer-nos... vai correr tudo bem. Estou aqui ao teu lado... vês? Sempre.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Em redor
Olho em redor e procuro encontrar um motivo para sorrir, uma razão que me dê o sentido de tudo.
Olho em redor e vejo dor, preocupação, avareza, mesquinhez... maldade. Vejo fome, corrupção, sede de poder, ganância.
Olho além e lá está... "o" motivo. Aqueles quatro braços que me envolvem no sorriso que procuro. E sereno.
E enquanto penso "vai correr tudo bem" adormeço. Porque o segredo está em ver além.
Olho em redor e vejo dor, preocupação, avareza, mesquinhez... maldade. Vejo fome, corrupção, sede de poder, ganância.
Olho além e lá está... "o" motivo. Aqueles quatro braços que me envolvem no sorriso que procuro. E sereno.
E enquanto penso "vai correr tudo bem" adormeço. Porque o segredo está em ver além.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Este ano
Roubo a ideia a uma amigo... mas penso por mim, sinto por mim e para mim.
Este ano...
... vou procurar-me mais ainda.
... vou esticar-me aos meus limites e ir mais além.
... vou estar mais ainda comigo e com que realmente importa.
... vou lançar-me em projetos, muito meus.
Este ano...
... vai ser dedicado a mim... para que possa estar mais com os outros.
Este ano...
... vou procurar-me mais ainda.
... vou esticar-me aos meus limites e ir mais além.
... vou estar mais ainda comigo e com que realmente importa.
... vou lançar-me em projetos, muito meus.
Este ano...
... vai ser dedicado a mim... para que possa estar mais com os outros.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Sabe bem...
Sabe bem ser a pessoa com mais sorte do universo... pelo menos do meu... onde giro eu.
Um ataque de egocentrismo? Talvez. Mas sabes bem poder dar-me a esse luxo.
Sabe bem andar de pijama por casa e trabalhat no melhor escritório do mundo... a minha cama quentinha e atafulhada de edredons.
Sabe bem passar tempo infinitos... que são infinitos porque eu assim o decidi... de meias grossas nos pés, comiscando qualquer coisa de hora a hora... a ler... a escrever...a traçar ideias no papel do computador.
Sabe bem interromper tudo isto para pequenas conversas com quem se ama... muito.
No final do dia... e contas feitas... sabe bem viver.
Um ataque de egocentrismo? Talvez. Mas sabes bem poder dar-me a esse luxo.
Sabe bem andar de pijama por casa e trabalhat no melhor escritório do mundo... a minha cama quentinha e atafulhada de edredons.
Sabe bem passar tempo infinitos... que são infinitos porque eu assim o decidi... de meias grossas nos pés, comiscando qualquer coisa de hora a hora... a ler... a escrever...a traçar ideias no papel do computador.
Sabe bem interromper tudo isto para pequenas conversas com quem se ama... muito.
No final do dia... e contas feitas... sabe bem viver.
sábado, 19 de novembro de 2011
Um dia...
Um dia... a qualquer hora...
...vôo para bem loge.
... rodopio na relva molhada pela chuva forte... como nos filmes.
... e a seguir como um gelado... com os cabelos molhados e a roupa colada ao corpo.
... apanho ervas aromáticas e cogumelos coloridos.
... passeio no arco-iris.
E talvez nem regresse mais.
...vôo para bem loge.
... rodopio na relva molhada pela chuva forte... como nos filmes.
... e a seguir como um gelado... com os cabelos molhados e a roupa colada ao corpo.
... apanho ervas aromáticas e cogumelos coloridos.
... passeio no arco-iris.
E talvez nem regresse mais.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Meu
Nunca tinha visto um arco-iris assim. Tão perto... tão enorme... com os vermelhos e laranjas mais fortes que nunca. Quis acreditar que aquele pedaço de arco-iris, bem junto a uma núvem cor-de-rosa, num dia frio de Lisboa no Inverno... era meu.
No final... um arco-iris no bolso e a certeza do egoísmo e da soberba do meu ser.
Tanta beleza nunca poderia ficar só no meu bolso.
No final... soltei o arco-iris.
No final... um arco-iris no bolso e a certeza do egoísmo e da soberba do meu ser.
Tanta beleza nunca poderia ficar só no meu bolso.
No final... soltei o arco-iris.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Pensar a Vida
Colapso ao lado de um pequeno copo de plástico com jerupiga. Encosto o corpo pesado ao tampo da mesa, enquanto as cascas das castanhas se espalham em redor.
E ali fico várias horas... que se calhar foram breves minutos.
A cabeça a mil... mil e um... mil e dois.
Vou bendo o que resta da jerupiga, enaquanto o adocicado da bebida se entranha nas veias.
E penso a vida.
E ali fico várias horas... que se calhar foram breves minutos.
A cabeça a mil... mil e um... mil e dois.
Vou bendo o que resta da jerupiga, enaquanto o adocicado da bebida se entranha nas veias.
E penso a vida.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Hoje
Hoje encostei-me a ti e deixei-me ir. Encostei a minha mão na tua e senti o calor. Respiravas suavemente ao meu lado. Adormeci.
Hoje acordei-te com um... dois... três... mil beijos. E senti o perfume da tua pele e dos teus cabelos em mim. Reviraste-te ligeiramente e entreabriste os olhos.
Hoje... foi assim.
Hoje acordei-te com um... dois... três... mil beijos. E senti o perfume da tua pele e dos teus cabelos em mim. Reviraste-te ligeiramente e entreabriste os olhos.
Hoje... foi assim.
domingo, 30 de outubro de 2011
Férias
Hoje preciso de umas férias sabáticas de mim. Ir embora. Tirar uns dias de mim mesma. Para poder voltar maior, mais forte... até à próxima vez. Que pode ser amanhã. Daqui a um mês ou simplesmente umas horas.
Preciso ir... depositar estas lágrimas lá longe. Levar esta dor daqui para fora.
E depois voltar... com o sorriso de sempre.
Até logo.
Preciso ir... depositar estas lágrimas lá longe. Levar esta dor daqui para fora.
E depois voltar... com o sorriso de sempre.
Até logo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Que saudades
Que saudades tão grandes. Doiem muito.
Vejo as últimas fotos e sorrio.
Apetece-me abraçar-vos, num abraço eterno... que faça a a magia de parar o tempo. Nem que seja por breves segundos.
Fecho os olhos, encosto a cabeça no braço do sofá e sonho.
Vejo as últimas fotos e sorrio.
Apetece-me abraçar-vos, num abraço eterno... que faça a a magia de parar o tempo. Nem que seja por breves segundos.
Fecho os olhos, encosto a cabeça no braço do sofá e sonho.
sábado, 27 de agosto de 2011
Ventos fortes
Um vento forte sacode-me por dentro e por fora. Obriga-me a fincar os pés no chão e revira-me a alma. Tento pô-la do outro aveso.
E torna-se tudo num ciclo, vivido em momentos. Agarro alguns deles e protejo-os dos ventos fortes, que sei que vão voltar. Voltam sempre. E sabem que eu cá estou.
Apanham-me distraida. Mas essa sou eu.
Apanham-me de coração livre. Mas essa sou eu.
Sonho a recompensa... que tem vindo em momentos. E agarro-a e protejo-a de todos os ventos fortes.
E torna-se tudo num ciclo, vivido em momentos. Agarro alguns deles e protejo-os dos ventos fortes, que sei que vão voltar. Voltam sempre. E sabem que eu cá estou.
Apanham-me distraida. Mas essa sou eu.
Apanham-me de coração livre. Mas essa sou eu.
Sonho a recompensa... que tem vindo em momentos. E agarro-a e protejo-a de todos os ventos fortes.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Falta-me...
Falta-me rodar o mundo com as estrelas na mão e contigo num rasto de luz.
Falta-me dizer-te que te vou lembrar para sempre e vou guardar as nossas saudades bem junto ao peito.
Falta-me tanto.
Falta-me reaprender a acreditar... a sorrir... a dançar descalça.
Falta-me resgatar o brilho dos meus olhos que guardaste em local inacessível.
Sonhos sentidos bem longe... impossiveis???
Falta-me dizer-te que te vou lembrar para sempre e vou guardar as nossas saudades bem junto ao peito.
Falta-me tanto.
Falta-me reaprender a acreditar... a sorrir... a dançar descalça.
Falta-me resgatar o brilho dos meus olhos que guardaste em local inacessível.
Sonhos sentidos bem longe... impossiveis???
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Posso?
Posso fugir? Só por um bocadinho e volto já.
Abandonar-me por umas horas à minha sorte... e ver o que dá.
Sair de mim... pairar por alguns instantes.
O regresso está garantido. Não dá para se fugir para sempre.
Uns instantes bastam para repousar a alma.
Posso?
Tema para o desafio de Agosto da Fábrica das Letras - "Fugir"
Abandonar-me por umas horas à minha sorte... e ver o que dá.
Sair de mim... pairar por alguns instantes.
O regresso está garantido. Não dá para se fugir para sempre.
Uns instantes bastam para repousar a alma.
Posso?
Tema para o desafio de Agosto da Fábrica das Letras - "Fugir"
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Home Alone
De repente, sem aviso prévio, sem razão aparente, sem explicações que realmente expliquem... sentaste-te no teu canto e saiste da minha vida.
Tentaste alguns retornos em vão. Eu tento a cada visita. Em vão. Luta inglória, coroada de pequenas glórias... destruídas despois a pontapé.
Em frente um do outro, com as saudades na palma das mãos, não conseguimos voltar.
Pelo caminho o vazio ocupou o seu lugar entre nós e por lá foi ficando. E minou esse espaço.
Até quando?
Tentaste alguns retornos em vão. Eu tento a cada visita. Em vão. Luta inglória, coroada de pequenas glórias... destruídas despois a pontapé.
Em frente um do outro, com as saudades na palma das mãos, não conseguimos voltar.
Pelo caminho o vazio ocupou o seu lugar entre nós e por lá foi ficando. E minou esse espaço.
Até quando?
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Regresso
Um regresso com regressos... Nunca há um só regresso. Regressa o corpo... a bagagem... parte do espirito.
Mas a alma, essa mantem-se errante. E viaja entre o cá e o lá. Vai regressando entre pontos de partida e de chegada. E só permanece onde eles estão... comigo.
Mas a alma, essa mantem-se errante. E viaja entre o cá e o lá. Vai regressando entre pontos de partida e de chegada. E só permanece onde eles estão... comigo.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Relógios
O relógio marca o companso... mesmo o digital. Numa era de autómatos cruéis que se movem cegos pelas ruas.
Procuro uma réstia de humanidade e lá vou encontrando a espaços. Um erva verde entre dois muros de betão, uma flor amarelinha no cimento e uma outra mais à frente, que finta os carros numa qualquer beira de estrada.
... um ser humano minúsculo que se engrandece e arrasta consigo uma pequena horda de cabeças pensantes... espécie em vias de extinção.
Um relógio gigantesco marca as horas, marca os ritmos... e ai de quem daí se desvia... ai de quem sai fora da linha... ai de que se humaniza.
É a escolha, a derradeira escolha... ali, na fila, aceite entre os demais... ou... eternamente só, numa luta desigual e sangrenta e eternamente perdida... para quem fica na linha.
Procuro uma réstia de humanidade e lá vou encontrando a espaços. Um erva verde entre dois muros de betão, uma flor amarelinha no cimento e uma outra mais à frente, que finta os carros numa qualquer beira de estrada.
... um ser humano minúsculo que se engrandece e arrasta consigo uma pequena horda de cabeças pensantes... espécie em vias de extinção.
Um relógio gigantesco marca as horas, marca os ritmos... e ai de quem daí se desvia... ai de quem sai fora da linha... ai de que se humaniza.
É a escolha, a derradeira escolha... ali, na fila, aceite entre os demais... ou... eternamente só, numa luta desigual e sangrenta e eternamente perdida... para quem fica na linha.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Vozes
Uma voz tão doce encosta-se a mim e permanece breves minutos. Queria parar o tempo, os movimentos... mas guardo para sempre o momento... as fotos mentais que se vão esbatendo nos meandros da minha memória.
Queria até morrer assim. Abraçada em ti... em vocês... e nas recordações doces das nossas vidas.
Queria até morrer assim. Abraçada em ti... em vocês... e nas recordações doces das nossas vidas.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Presentes
O Natal é hoje, chegam os presentes. Mal dormi. Revirei-me na cama horas a fio até adormecer num sono entrecortado, agitado por sonhos mil dos quais já nem me lembro. Não contam. Não interessam.
A noite passou.
Acordei de manhã naquela ansia de saber que hoje é Natal.
Já programei tudo e desprogramei umas mil vezes... pelo menos.
Sei que nada vai ser como o esperado. Sei que vai ser sempre muito melhor.
E espero o dia a passar.
A noite passou.
Acordei de manhã naquela ansia de saber que hoje é Natal.
Já programei tudo e desprogramei umas mil vezes... pelo menos.
Sei que nada vai ser como o esperado. Sei que vai ser sempre muito melhor.
E espero o dia a passar.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Mais um dia
E pronto, já está mais um dia... e começa o dia. Entro no carro, tranco as portas, ponho o cinto, ligo o rádio... gestos automáticos... todos os dias, mais ou menos à mesma hora. Até já os deuses se habituaram e esperam que eu acabe o meu ritual e me ponho a caminho para me assaltarem o pensamento.
E penso nos meus amores... e invariavelmente em ti. De mansinho... um quilometro mais à frente que no dia anterior ou uns metros mais atrás lá chegas tu de mansinho. E ficas, pelo menos até à curva seguinte.
E penso nos meus amores... e invariavelmente em ti. De mansinho... um quilometro mais à frente que no dia anterior ou uns metros mais atrás lá chegas tu de mansinho. E ficas, pelo menos até à curva seguinte.
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