A desilusão é um pequeno espinho que se crava entre a alma e o coração.
A infecção alastra... e aí começa a doer... muito... muito.
Arranca-se o espinho... o corpo contorce-se... purga o veneno e a infecção... a dor fica por mais tempo... muito. A cicatriz ficará para sempre... ali colada entre o coração e alma.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O amor
Nasceu... olhos semi-cerrados... pequenino... pele enrugada.
Tão pequenino. Como iria eu pegar nele?
Lindo!!!
Peguei... e vivi com ele... vivo. Respiramos juntos e sorrimos a par. As suas dores são muitas vezes as minhas... e os seus sorrisos rasgados ajudam a construir os meus.
Um amor total... sem barreiras... acima de tudo o que é demasiado pequeno e existe a mais neste Mundo, onde às vezes julgo termos caído por algum engano divino.
Um amor acima das minhas forças... e além de tudo.
O amor.
Tão pequenino. Como iria eu pegar nele?
Lindo!!!
Peguei... e vivi com ele... vivo. Respiramos juntos e sorrimos a par. As suas dores são muitas vezes as minhas... e os seus sorrisos rasgados ajudam a construir os meus.
Um amor total... sem barreiras... acima de tudo o que é demasiado pequeno e existe a mais neste Mundo, onde às vezes julgo termos caído por algum engano divino.
Um amor acima das minhas forças... e além de tudo.
O amor.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A salvo
Hoje desenrosquei-me e saí do quentinho. Abri os olhos para o Mundo. Havia luz... muita luz... e uma cara risonha de cansaço. Dois braços quentes...um colo.
Um porto seguro... dois... no meio da hostilidade, da imundice humana que me rodeia logo que pode.
Mas ali... naqueles dois pares de braços... estarei sempre a salvo... até de mim.
Um porto seguro... dois... no meio da hostilidade, da imundice humana que me rodeia logo que pode.
Mas ali... naqueles dois pares de braços... estarei sempre a salvo... até de mim.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sonhos
Tive um sonho... voei alto... pairei lá em cima. Por cima do acima.
Esbanjei sorrisos... dei-me. Rocei os limites... andei na linha entre o aceitável e o supostamente condenável. E ousei sentir que tudo ia acabar ali... ali onde aparece o "e foram felizes para sempre"... ali onde somos intocáveis... inatingíveis.
Acordei... sequei as lágrimas e segui percebendo que o "e foram felizes para sempre" se constroi ao segundo... quando criamos sorrisos à nossa volta.
Esbanjei sorrisos... dei-me. Rocei os limites... andei na linha entre o aceitável e o supostamente condenável. E ousei sentir que tudo ia acabar ali... ali onde aparece o "e foram felizes para sempre"... ali onde somos intocáveis... inatingíveis.
Acordei... sequei as lágrimas e segui percebendo que o "e foram felizes para sempre" se constroi ao segundo... quando criamos sorrisos à nossa volta.
domingo, 19 de setembro de 2010
...
Apetece-me escrever... mas as palavras não saiem, estão secas.
O choro incha-me os olhos e as mãos tremem ao desespero.
Apetece-me escrever... mas as palavras fugiram... para onde?
Um dia voltarão a mim... assim como eu voltei.
E são as certezas inabaláveis que me fazem encontrar as forças para prosseguir no meio das dúvidas e temores.
O choro incha-me os olhos e as mãos tremem ao desespero.
Apetece-me escrever... mas as palavras fugiram... para onde?
Um dia voltarão a mim... assim como eu voltei.
E são as certezas inabaláveis que me fazem encontrar as forças para prosseguir no meio das dúvidas e temores.
...
Fecho os olhos com leveza e sorrio... é bom flutuar em mim... com vocês.
Encosto a cara à almofada ainda com cheiro a quente... a sono.
E deixo-me simplesmente estar.
E consigo manter o sorriso... o meu sorriso.
E as memórias vão passando e alterando as minhas feições. Sem franzir a testa, sem abrir os olhos... mas a expressão dos olhos vai mudando com as recordações.... lembranças esfumadas pela nitidez do tempo, mas que nos guardam sensações, toques, cheiros.Para sempre!
Encosto a cara à almofada ainda com cheiro a quente... a sono.
E deixo-me simplesmente estar.
E consigo manter o sorriso... o meu sorriso.
E as memórias vão passando e alterando as minhas feições. Sem franzir a testa, sem abrir os olhos... mas a expressão dos olhos vai mudando com as recordações.... lembranças esfumadas pela nitidez do tempo, mas que nos guardam sensações, toques, cheiros.Para sempre!
...
Sábado de manhã e o despertador toca por engano. Nada o faz calar, nem áquela voz que canta nem quero saber o quê lá dentro daquela caixa com botões.
Reviro-me nos lençois brancos e frescos que insisto em pôr nos dias de calor. Cheiros misturados. Vincos dos dias que se vão sucedendo.
Fecho os olhos e prometo a mim mesma que assim vou ficar por mais um momento... ou dois.
Um momento que durará o que me apetecer. Porque este sábado é para isso mesmo. É para ser o que me apetecer. É para deixar o destino e a intuição correrem sem limites. É para sonhar... flutuar... e só poisar... talvez... no Domingo.
Reviro-me nos lençois brancos e frescos que insisto em pôr nos dias de calor. Cheiros misturados. Vincos dos dias que se vão sucedendo.
Fecho os olhos e prometo a mim mesma que assim vou ficar por mais um momento... ou dois.
Um momento que durará o que me apetecer. Porque este sábado é para isso mesmo. É para ser o que me apetecer. É para deixar o destino e a intuição correrem sem limites. É para sonhar... flutuar... e só poisar... talvez... no Domingo.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
...
Voltei comigo a mim... e com vocês.
Reeiventei-me e ao meu Mundo.
Ou rebusquei-me do fundo do baú.
Encontrei o sentido... com novos sentidos todos os dias... com novos sorrisos a cada segundo... e com novas dores nos segundos seguintes.
Cresci... dois centimetros?... três?
Voltei a diminuir... sempre que me encolhi e me recolhi. Para depois crescer ainda mais. E com aquela estranha inadequação que o sentido de tempo no tempo me dá.
Reeiventei-me e ao meu Mundo.
Ou rebusquei-me do fundo do baú.
Encontrei o sentido... com novos sentidos todos os dias... com novos sorrisos a cada segundo... e com novas dores nos segundos seguintes.
Cresci... dois centimetros?... três?
Voltei a diminuir... sempre que me encolhi e me recolhi. Para depois crescer ainda mais. E com aquela estranha inadequação que o sentido de tempo no tempo me dá.
domingo, 12 de setembro de 2010
Amanhã...
Amanhã é o primeiro dia... Não consigo adormecer... Rodo na cama sem conseguir sequer fechar os olhos.
Afiei os lápis de cor... arrumei a secretária... rearrumei tudo o que podia e reenventei o quarto.
E adormeci.... adormeci.
Afiei os lápis de cor... arrumei a secretária... rearrumei tudo o que podia e reenventei o quarto.
E adormeci.... adormeci.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
...
Trazias na mão uma pequena goma encarnada, polvilhada com açucar e muito redonda.
Aceitei-a com um sorriso e dividi-a contigo. E assim começou este "era uma vez"...
E quando pensei adivinhar um final "e viveram felizes para sempre" uma sombra negra tomou conta de tudo... de mim... de um nós.
Aceitei-a com um sorriso e dividi-a contigo. E assim começou este "era uma vez"...
E quando pensei adivinhar um final "e viveram felizes para sempre" uma sombra negra tomou conta de tudo... de mim... de um nós.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
...
Com um punhal na mão deu-me um abraço prolongado. Espetou devagarinho nas costas. Ao princípio nem senti, depois uma ligeira impressão, até que... sem saber bem como... me esvaí em sangue.
Aí desapareceu.
Fiquei caída algum tempo... amparada pelos sorrisos.
Acabou por passar... por ir passando. Ficou o incómodo nas costas... uma sensação estranha que às vezes se faz sentir... como um repelão por dentro...
E agora? Aprende-se a respirar de novo, a sorrir outra vez... luta-se diariamente para seguir em frente... para se olhar menos e menos para o que se deixou lá.
Aí desapareceu.
Fiquei caída algum tempo... amparada pelos sorrisos.
Acabou por passar... por ir passando. Ficou o incómodo nas costas... uma sensação estranha que às vezes se faz sentir... como um repelão por dentro...
E agora? Aprende-se a respirar de novo, a sorrir outra vez... luta-se diariamente para seguir em frente... para se olhar menos e menos para o que se deixou lá.
domingo, 5 de setembro de 2010
E se...
E se a vida parasse por uns tempos... segundo ou dias...
E se o meu coração parasse de bater por algum tempo... para depois se reabrir ao Mundo.
E se o Mundo parasse de girar amanhã de manhã... para retomar o movimento à tarde.
Paremos a vida, paremos os nossos corações, paremos o Mundo... aprendamos a respirar e a sorrir.
Voltemos atrás... saibamos pedir desculpas e dizer obrigada... devolvamos os sorrisos que desviámos do lugar.
Aprendamos a abraçar sem punhais nas mãos... a dar o braço sem pôr o pé à frente.
Aprendamos a viver as alegrias dos outros como genuinamente nossas... aprendamos a sorrir na gargalhada do outro... aprendamos a poder acreditar.
E se isto fosse possível...
E se isto acontecesse...
E se o meu coração parasse de bater por algum tempo... para depois se reabrir ao Mundo.
E se o Mundo parasse de girar amanhã de manhã... para retomar o movimento à tarde.
Paremos a vida, paremos os nossos corações, paremos o Mundo... aprendamos a respirar e a sorrir.
Voltemos atrás... saibamos pedir desculpas e dizer obrigada... devolvamos os sorrisos que desviámos do lugar.
Aprendamos a abraçar sem punhais nas mãos... a dar o braço sem pôr o pé à frente.
Aprendamos a viver as alegrias dos outros como genuinamente nossas... aprendamos a sorrir na gargalhada do outro... aprendamos a poder acreditar.
E se isto fosse possível...
E se isto acontecesse...
Voltas
Andei à tua volta, mas... não estavas lá... não estava lá.
Tinhamos partido para parte incerta... por tempo indefinido... para lados opostos na tentativa de nos encontrarmos numa curva do caminho.
E o "nunca mais" começou a ganhar forma com o passar dos anos. E os teus traços começaram a esbater-se na minha memória. E os nossos contornos a esfumarem-se.
Até "sempre" meu destino... numa curva qualquer.
Tinhamos partido para parte incerta... por tempo indefinido... para lados opostos na tentativa de nos encontrarmos numa curva do caminho.
E o "nunca mais" começou a ganhar forma com o passar dos anos. E os teus traços começaram a esbater-se na minha memória. E os nossos contornos a esfumarem-se.
Até "sempre" meu destino... numa curva qualquer.
sábado, 4 de setembro de 2010
Retornos e regressos
Retorno a casa e regresso a mim.
Com sombras e sorrisos, duvidas, angústias e certezas inabaláveis.
Estou de volta... sou eu... sempre eu e muito eu. Com um bocadinho de cada amor e desamor, de cada conquista e desilusão. Com um bocadinho de cada cada sorriso que me foi oferecido e de cada murro no estômago que me foi dado.
E o eu sou eu... e o eu somos nós... todos.
E quando partir nunca mais será para sempre... deixo as árvores que plantei e cuidei com a ânsia e a obstinação de quem quer partir ficando.
E quando partir... retorno a casa... com um regresso a mim.
Com sombras e sorrisos, duvidas, angústias e certezas inabaláveis.
Estou de volta... sou eu... sempre eu e muito eu. Com um bocadinho de cada amor e desamor, de cada conquista e desilusão. Com um bocadinho de cada cada sorriso que me foi oferecido e de cada murro no estômago que me foi dado.
E o eu sou eu... e o eu somos nós... todos.
E quando partir nunca mais será para sempre... deixo as árvores que plantei e cuidei com a ânsia e a obstinação de quem quer partir ficando.
E quando partir... retorno a casa... com um regresso a mim.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
...
Os olhos baixam ligeiramente e a cabeça descai um pouco... por pouco tempo..
Levanto-me num movimento abrupto... amparada pelo orgulho e a humildade... num equilibrio raro e frágil. E enfrento... olhos nos olhos... as justiças e as injustiças.
Lanço a voz num tom sereno... de quem controla... admito erros... reparo injustiças (tento).
E tento manter-me no meu circulo.
E saio... de olhos nos olhos... cabeça para cima.
Ficam os pensamentos... para serem pensados.
Levanto-me num movimento abrupto... amparada pelo orgulho e a humildade... num equilibrio raro e frágil. E enfrento... olhos nos olhos... as justiças e as injustiças.
Lanço a voz num tom sereno... de quem controla... admito erros... reparo injustiças (tento).
E tento manter-me no meu circulo.
E saio... de olhos nos olhos... cabeça para cima.
Ficam os pensamentos... para serem pensados.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
...
Tenho saudades de mim... daquilo que fui... daquilo que sonhei ser... daquilo que sou hoje e daqui a cinco minutos... e até daquilo que virei a ser.
Tenho saudades profundas, com dor.
De ti. Deixei-te ir, de vez? Duvido. Estás cravada na minha alma, tenho os teus cheiros presentes... arroz doce... as tuas gargalhadas. Vais estar sempre aqui, tenho dificuldade em largar-me de ti.
Sinto a falta da tua presença, do teu calor a abraçar-me. Do teu olhar.
Vai ser sempre assim... até ao dia.
Tenho saudades profundas, com dor.
De ti. Deixei-te ir, de vez? Duvido. Estás cravada na minha alma, tenho os teus cheiros presentes... arroz doce... as tuas gargalhadas. Vais estar sempre aqui, tenho dificuldade em largar-me de ti.
Sinto a falta da tua presença, do teu calor a abraçar-me. Do teu olhar.
Vai ser sempre assim... até ao dia.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Suspiro
Um suspiro passageiro...
Estou aborrecida...
Quero sair, vaguear no meu Mundo, ler os meus livros.
Quero apanhar flores do campo, viajar com elas na mão.
Um suspiro passageiro que se vai eternizando... até...
Estou aborrecida...
Quero sair, vaguear no meu Mundo, ler os meus livros.
Quero apanhar flores do campo, viajar com elas na mão.
Um suspiro passageiro que se vai eternizando... até...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
...
Sentei-me no muro de pedra, pintado de branco pelas trinchas molhadas em cale. Já secou, mas o cheiro permanece e entranha-se em mim. Traz-me recordações de outros tempos... boas, muito boas. Traz-me recordações de Verões longínquos e felizes.
Descalço as sandálias e sinto o fresco da pedra na sola dos pés.
E quero ficar lá para sempre... nas recordação dos Verões longínquos e felizes.
Descalço as sandálias e sinto o fresco da pedra na sola dos pés.
E quero ficar lá para sempre... nas recordação dos Verões longínquos e felizes.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Caminhos
Peguei no bico de um lápis de carvão partido e numa folha de papel, com linhas.
Comecei por fazer umas escadas... depois um caminho e mais um e outro ainda.
Desenhei um sol, flores, uma bola e um baloiço...
...e três sorrisos... mesmo antes de ficar sem o bico do lápis de carvão e de ficar com a ponta dos dedos da mão direita negros.
Comecei por fazer umas escadas... depois um caminho e mais um e outro ainda.
Desenhei um sol, flores, uma bola e um baloiço...
...e três sorrisos... mesmo antes de ficar sem o bico do lápis de carvão e de ficar com a ponta dos dedos da mão direita negros.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sons de fundo
Balanço ligeiramente ao ritmo de uma ligeira brisa teimosa que me desassossega a alma.
E vivo neste balanço ligeiro... que se intensifica, que me abranda, que me vira e revira.
E como música de fundo? Os sons de uma vida que já vai a mais de meio... que se começa a esfumar, lentamente... sem que possa fazer muito mais que respirar e sorrir... que viver.
E vivo neste balanço ligeiro... que se intensifica, que me abranda, que me vira e revira.
E como música de fundo? Os sons de uma vida que já vai a mais de meio... que se começa a esfumar, lentamente... sem que possa fazer muito mais que respirar e sorrir... que viver.
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