O cansaço é tanto que adormeço enconstada a uma pedra... uma qualquer.
Deixou de ter importância... a sua cor... o seu toque fresco e áspero.
Basta uma simples pedra... uma qualquer.
E adormeço... serena.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
...
Temia isto... que a amizade se esfumasse.
Sinto falta do teu bom senso... da tua segurança de criança perdida no mundo dos grandes.
Dizemos-nos amigos... sempre.
Mas... onde andamos?
Perdemo-nos... escondemo-nos um do outro.
Com medo. Tememo-nos... de certa forma.
E em momentos não nos resistimos... para logo de seguida nos afastarmos, corrermos na direcção contrária de nós mesmos... até um dia.
Até ao dia.
Sinto falta do teu bom senso... da tua segurança de criança perdida no mundo dos grandes.
Dizemos-nos amigos... sempre.
Mas... onde andamos?
Perdemo-nos... escondemo-nos um do outro.
Com medo. Tememo-nos... de certa forma.
E em momentos não nos resistimos... para logo de seguida nos afastarmos, corrermos na direcção contrária de nós mesmos... até um dia.
Até ao dia.
domingo, 13 de junho de 2010
Cerejas
O telefone toca e vou...
Cabelo? Qual cabelo? Curto, bem curto.
Mais uma mudança... mais arrumações...
Tudo o que está a mais vai fora.
Tudo o que me pesa, tudo o que me mantem aprisionada à dor vai para o lixo.
É altura de reciclar... o lixo... a vida... o Mundo.
É tempo de cerejas e de renovar sorrisos.
Cabelo? Qual cabelo? Curto, bem curto.
Mais uma mudança... mais arrumações...
Tudo o que está a mais vai fora.
Tudo o que me pesa, tudo o que me mantem aprisionada à dor vai para o lixo.
É altura de reciclar... o lixo... a vida... o Mundo.
É tempo de cerejas e de renovar sorrisos.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Há dias...
Há dias assim... em que acorda assim... em que se fica assim... até passar. Um dia. A uma qualquer hora.
Mas não passa...completamente. Fica lá. Está lá.
Às vezes acorda... faz-nos sangrar. Faz-me sangrar.
A esperança esbate-se, esfuma-se. Para se renovar de seguida.
Mas a pequena desilusão que sempre me acompanhou... essa continua lá. No seu ninho quente e traiçoeiro.
Uma luta... (para) sempre.
Mas não passa...completamente. Fica lá. Está lá.
Às vezes acorda... faz-nos sangrar. Faz-me sangrar.
A esperança esbate-se, esfuma-se. Para se renovar de seguida.
Mas a pequena desilusão que sempre me acompanhou... essa continua lá. No seu ninho quente e traiçoeiro.
Uma luta... (para) sempre.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Pausas
Olho e finjo que não vejo... Ponho os óculos escuros e disfarço.
Sinto e finjo que não doi... Ponho um penso. Amanhã é outro dia.
Amanhã é sempre outro dia... um dia de dias que se sucedem... e não dá para pôr em pausa. Só para ir ali num instantinho e voltar.
E... se não voltar? E se deixar a vida em pausa? E me passear por entre um Mundo que parou? Um Mundo meu...
Vou ali... e volto já. Se não voltar?... Fico ali.
Sinto e finjo que não doi... Ponho um penso. Amanhã é outro dia.
Amanhã é sempre outro dia... um dia de dias que se sucedem... e não dá para pôr em pausa. Só para ir ali num instantinho e voltar.
E... se não voltar? E se deixar a vida em pausa? E me passear por entre um Mundo que parou? Um Mundo meu...
Vou ali... e volto já. Se não voltar?... Fico ali.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Braços
Enrosquei-me naqueles braços quentes... aqueci. A alma... serenou.
O toque doce, de mão de homem.
A respiração bem junto ao meu pescoço... ao meu ouvido.
Uma eternidade consentida... que termina umas horas depois...
Amplio as alegrias. E eternizo-as no tempo... num espaço.
E dormi. Naquele calor.
Ou não... ou tudo se esfuma no bater de uma porta.
O toque doce, de mão de homem.
A respiração bem junto ao meu pescoço... ao meu ouvido.
Uma eternidade consentida... que termina umas horas depois...
Amplio as alegrias. E eternizo-as no tempo... num espaço.
E dormi. Naquele calor.
Ou não... ou tudo se esfuma no bater de uma porta.
sábado, 5 de junho de 2010
até...
Dia sim... dia não... dia sim... dia não...
Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
Saltito nas margens daquele rio e faço saltar pequenos seixos redondinhos por cima da água... até mergulharem e desaparecerem.
Molho os pés... as pernas até ao joelhos. Só até aos joelhos. E as calças.
Aquele fresco de uma água que segue o seu caminho sem olhar para trás entra-me pelo corpo e aquece-me estranhamente a alma... mas refresca-me a pele... a cara... os braços... as mãos.
Molho o cabelo e atiro-o para trás das costas. E o passado fica lá... atrás das minhas costas com o cabelo molhado e uma frescura subitamente inexplicável.
Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
Saltito nas margens daquele rio e faço saltar pequenos seixos redondinhos por cima da água... até mergulharem e desaparecerem.
Molho os pés... as pernas até ao joelhos. Só até aos joelhos. E as calças.
Aquele fresco de uma água que segue o seu caminho sem olhar para trás entra-me pelo corpo e aquece-me estranhamente a alma... mas refresca-me a pele... a cara... os braços... as mãos.
Molho o cabelo e atiro-o para trás das costas. E o passado fica lá... atrás das minhas costas com o cabelo molhado e uma frescura subitamente inexplicável.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Abraço
Dá-me um abraço, sem me tocares. Não me apertes. Mantem a distancia entre o teu eu e o meu... ao mesmo tempo que os dois se entrelançam e vibram numa dança sem sentido...descompassada.
Abraça-me sempre e para sempre... lá... onde o eu sou eu e o tu és tu. Lá... onde o eus se encontram. Lá... naquele ponto... no equilibrio.
Abraça-me onde os sorrisos se unem, os dedos se tocam e os eus se conhecem... de olhos bem fechados.
Abraça-me ao pôr do sol... até ele voltar a nascer. Dias, meses, anos... o tal sempre... e para sempre.
Abraça-me... simplesmente.
Abraça-me sempre e para sempre... lá... onde o eu sou eu e o tu és tu. Lá... onde o eus se encontram. Lá... naquele ponto... no equilibrio.
Abraça-me onde os sorrisos se unem, os dedos se tocam e os eus se conhecem... de olhos bem fechados.
Abraça-me ao pôr do sol... até ele voltar a nascer. Dias, meses, anos... o tal sempre... e para sempre.
Abraça-me... simplesmente.
Memórias
Durante anos fui guadando tudo, numa pequena caixa de sapatos ortopédicos que foi crescendo com o tempo.
Guardei areia de praias e pedras e conchas.
Guardei os brindes do bolo rei.
Guardei amores e desamores... paixões e desilusões.
Guardei carinhos. Guardei miminhos. Guardei pontapés e pedradas.
Guardei sorrisos e lágrimas. Arrepios de frio. Peles de galinha.
Guardei sonhos, esperanças.
E vivi e fui vivendo. Em luta para respeirar, sempre por mim.
Em luta... quase sempre... quase sempre comigo.
Guardei areia de praias e pedras e conchas.
Guardei os brindes do bolo rei.
Guardei amores e desamores... paixões e desilusões.
Guardei carinhos. Guardei miminhos. Guardei pontapés e pedradas.
Guardei sorrisos e lágrimas. Arrepios de frio. Peles de galinha.
Guardei sonhos, esperanças.
E vivi e fui vivendo. Em luta para respeirar, sempre por mim.
Em luta... quase sempre... quase sempre comigo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Estiquei a minha mão...
Estiquei a minha mão... queria apanhar a chuva toda, mas só caiu um pingo. Um único pingo.
Um pingo que se diluiu... desapareceu... no meio a sangue que me escorre por entre os dedos.
Fico assim... de mão esticana para o nada durante uma existência.
Só depois a envolvo num lenço encarnado, que esconde o sangue, o pingo de chuva e a dor imensa... encosto a mão ao peito e petrifico-me assim, durante mais uma existência.
E assim... em ciclo... circulos... pequenas corridas... e muito mais... se chegá lá. Ao fim!
Um pingo que se diluiu... desapareceu... no meio a sangue que me escorre por entre os dedos.
Fico assim... de mão esticana para o nada durante uma existência.
Só depois a envolvo num lenço encarnado, que esconde o sangue, o pingo de chuva e a dor imensa... encosto a mão ao peito e petrifico-me assim, durante mais uma existência.
E assim... em ciclo... circulos... pequenas corridas... e muito mais... se chegá lá. Ao fim!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pessoas... vidas... nas vidas.
É impressionante... fascinante até... como as pessoas entram na nossa vida...rodopiam nela.
Umas ficam... outras partem sem regresso anunciado.
Umas fazem caminhos ao nosso lado... outras caminhos paralelos... diametralmente opostos.
E eu rodopio na minha vida... a mil... a mil e um.
Entro e saio da minha vida... da vida dos outros... num bailado desconcertante... até para mim.
A vida é assim, feita de múltiplos bailados que se cruzam e abarçam até sempre... até nunca.
A vida. The end!!!
Umas ficam... outras partem sem regresso anunciado.
Umas fazem caminhos ao nosso lado... outras caminhos paralelos... diametralmente opostos.
E eu rodopio na minha vida... a mil... a mil e um.
Entro e saio da minha vida... da vida dos outros... num bailado desconcertante... até para mim.
A vida é assim, feita de múltiplos bailados que se cruzam e abarçam até sempre... até nunca.
A vida. The end!!!
Até breve... até sempre
Ironicamente bom... um dia tudo isto acaba.
As dores, as amarguras, vão-se como que por magia e ficam dispersas no ar, misturadas entre cheiros.
Comigo vão os momentos felizes... os pensamentos felizes. São eles que nos fazem voar. São só eles que eu quero no meu bolso.
As dores, as amarguras, vão-se como que por magia e ficam dispersas no ar, misturadas entre cheiros.
Comigo vão os momentos felizes... os pensamentos felizes. São eles que nos fazem voar. São só eles que eu quero no meu bolso.
sábado, 22 de maio de 2010
Para sempre
Uma lágrima de apreensão desce-me vagarosamente pela cara....e pára mesmo no canto esquerda dos lábios. Paira por ali durante umas boas horas. Contorna a boca... desce pelo queixo e perde-se no vazio do felizes para sempre, no meio de um sorriso pequeno e assustado.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Questiono (me)
Questiono (me) qual o sentido de tudo isto. O porquê das alegrias... das dores... dos sorrisos... das lágrimas.
Questiono (me) para que serve tudo o que me envolve... onde vou eu chegar.
Questiono (me) se quero chegar... e onde.
E a cada questão sem resposta, mais um ponto de partida para uma busca... mais um ponto de partida para caçar un sorrisos e trazer para casa uns quantos murros no estômago.
Questiono (me) para que serve tudo o que me envolve... onde vou eu chegar.
Questiono (me) se quero chegar... e onde.
E a cada questão sem resposta, mais um ponto de partida para uma busca... mais um ponto de partida para caçar un sorrisos e trazer para casa uns quantos murros no estômago.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Dar (me)
Ás vezes ouso espreitar cá para fora, insisto em mostrar-me um pouco mais.
Mas rapidamente volto para dentro. E faço a festa aqui, comigo, com quem realmente está.
E é tão bom.
Fujo das hipocrisias, cada vez mais... sou alérgica a falsos sorrisos. Detesto abracinhos de momento.
Dou-me a quem quero... quando acho que sim...
Mas acima de tudo, dou-me a mim mesma todos os dias.
E isso é paixão... acima de tudo paixão... vida.
Texto sobre o tema PAIXÃO, para o desafio de Maio da Fábrica das Letras
Mas rapidamente volto para dentro. E faço a festa aqui, comigo, com quem realmente está.
E é tão bom.
Fujo das hipocrisias, cada vez mais... sou alérgica a falsos sorrisos. Detesto abracinhos de momento.
Dou-me a quem quero... quando acho que sim...
Mas acima de tudo, dou-me a mim mesma todos os dias.
E isso é paixão... acima de tudo paixão... vida.
Texto sobre o tema PAIXÃO, para o desafio de Maio da Fábrica das Letras
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Lógicas
Movo um pé devagarinho e depois outro.
Pela ribanceira de ervas rolam minúsculas pedrinhas.
Tento não acordar o Mundo... não o incomodar.
Respira tão traquilo...
Mantenho-me imóvel a escutar.
O seu coração bate dentro da normalidade... uma normalidade dentro da sua imensidão.
Sento-me no chão de terra húmida, encosto-me a uma árvore.
E tento nunca adormecer... para ver tudo... sentir tudo e cheirar tudo.
Não posso perder aquele fio de água que corre ao meu lado, para mais à frente se transformar numa torrente imensa.
Não posso perder o som dos pássaros, das pequenas lagartichas que serprenteiam por aqui, das maçãs que caiem descompassadas da árvore a que me encostei.
Tudo ao seu ritmo, na sua lógica que pareço não compreender... mas aceito.
E quando aceito... com um sorriso, mas sem resignações... volto a respirar.
Pela ribanceira de ervas rolam minúsculas pedrinhas.
Tento não acordar o Mundo... não o incomodar.
Respira tão traquilo...
Mantenho-me imóvel a escutar.
O seu coração bate dentro da normalidade... uma normalidade dentro da sua imensidão.
Sento-me no chão de terra húmida, encosto-me a uma árvore.
E tento nunca adormecer... para ver tudo... sentir tudo e cheirar tudo.
Não posso perder aquele fio de água que corre ao meu lado, para mais à frente se transformar numa torrente imensa.
Não posso perder o som dos pássaros, das pequenas lagartichas que serprenteiam por aqui, das maçãs que caiem descompassadas da árvore a que me encostei.
Tudo ao seu ritmo, na sua lógica que pareço não compreender... mas aceito.
E quando aceito... com um sorriso, mas sem resignações... volto a respirar.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
...de mim...
Vou ter saudades de mim... mas... é impossivel voltar... recuar.
Vou sentar-me naquele banquinho... ali ao canto... e adormecer... e sonhar... comigo.
Terei para sempre orgulho... do que fui... do que sou... do que serei.
As manchas do tempo não saiem.
Vou enrolar-me no cantinho... tipo bichinho de conta... e viver... comigo... com o meu sorriso.
Vou sentar-me naquele banquinho... ali ao canto... e adormecer... e sonhar... comigo.
Terei para sempre orgulho... do que fui... do que sou... do que serei.
As manchas do tempo não saiem.
Vou enrolar-me no cantinho... tipo bichinho de conta... e viver... comigo... com o meu sorriso.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Vamos comemorar!!!
Vamos comemorar a vida. Brindemos aos dias felizes, às gargalhadas genuinas, aos sorrisos inocentes.
Vamos comemorar, pura e simplesmente comemorar... porque nos apetece... sem razão especial e por todas as razões do Mundo. Brindemos aos amores eternos, às amizades verdadeiras, à lealdade.
Façamos manifestos contra a mediocridade... pintemos os muros com palavras de ordem... deitemos abaixo os preconceitos... derrotemos os hipócritas.
Vamos comemorar a liberdade de pensamento... vamos comemorar a capacidade de pensar... mesmo que isso irrite o Mundo dos Mundos.
Vamos comemorar, pura e simplesmente comemorar... porque nos apetece... sem razão especial e por todas as razões do Mundo. Brindemos aos amores eternos, às amizades verdadeiras, à lealdade.
Façamos manifestos contra a mediocridade... pintemos os muros com palavras de ordem... deitemos abaixo os preconceitos... derrotemos os hipócritas.
Vamos comemorar a liberdade de pensamento... vamos comemorar a capacidade de pensar... mesmo que isso irrite o Mundo dos Mundos.
sábado, 1 de maio de 2010
Canetas
Doiem-me as mãos, mas não consigo parar de escrever. É um impulso, não largo a caneta. Um manifesto.
E no dia em que morrer quero ser enterrada com um caderno e uma caneta... e de chinelas. Essa sou eu... essa serei eu.
E no dia em que morrer quero ser enterrada com um caderno e uma caneta... e de chinelas. Essa sou eu... essa serei eu.
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