"Não desnimes..."... "Não desanimes..."... "Não desanimes"... dizem-me. Eu tento. Eu luto. Eu penso com o copo meio cheio. Mas nem sempre o sinto.
Por vezes um cansaço de tudo abate-se sobre mim e parece que deixo de respirar. Baixo os braços, enrosco-me em mim e... e amanhã é outro dia.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Colo
Nunca te sentes sozinho? Como se o mundo estivesse com todo o seu peso dentro do bolso das tuas calças?... Olhas em volta e sentes-te enredado na tua nuvem. Em redor os sons vão-se sumindo e as formas vão-se esbatendo.
Não tens em quem te enroscar. Queres deitar a tua cabeça num colo que não existe. Já não o sabes fazer.
Não tens em quem te enroscar. Queres deitar a tua cabeça num colo que não existe. Já não o sabes fazer.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Inquietação
Ando inquieta nos meus caminhos. Um sobressalto bom invade-me a cada momento. Percorre-me o corpo e finalmente respiro. Respiro fundo, várias vezes. Fecho os olhos e deixo-me levar por mim. Pairo ligeiramente. Dou-lhes a mão, sento-os no meu colo e abraço-os. O imprevisto.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Escolhas
Podia escolher ter uma fobia e não entrar no Metro.
Podia escolher enconder-me em casa, debaixo dos leçois.
Podia escolher sentar-me no sofá horas a fio a ver televisão... cigarro, que não fumo, ao canto dos dedos... cinza espalhada no chão.
Podia escolher a inexistência...
Mas não... por pura teimosia escolho guardar numa caixinha o meu lado cinzento escuro e enfretar a vida de frente... para o que der e vier. E sim... doi muito mais... ou doi de maneira diferente.
Mas a decisão está tomada, e estas é daquelas em que não dá para voltar atrás... por pura teimosia e como muito esforço.
Podia escolher enconder-me em casa, debaixo dos leçois.
Podia escolher sentar-me no sofá horas a fio a ver televisão... cigarro, que não fumo, ao canto dos dedos... cinza espalhada no chão.
Podia escolher a inexistência...
Mas não... por pura teimosia escolho guardar numa caixinha o meu lado cinzento escuro e enfretar a vida de frente... para o que der e vier. E sim... doi muito mais... ou doi de maneira diferente.
Mas a decisão está tomada, e estas é daquelas em que não dá para voltar atrás... por pura teimosia e como muito esforço.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Nunca esquecerei
Nunca esquecerei que me deste a mão em várias momentos em que os sorrisos se escondiam. Nunca esquecerei que estavas sempre por lá. Com um palavra amiga, um abraço, um girar de emoções.
E eu absorvi todas essas energias... e fui descendo sempre um pouco mais.
A milhares de segundos de distância... daquele momento em que a vida era vivida ao segundo... nunca me esquecerei que me deste sempre a mão para me apresionares a ti... lá em baixo.
E eu absorvi todas essas energias... e fui descendo sempre um pouco mais.
A milhares de segundos de distância... daquele momento em que a vida era vivida ao segundo... nunca me esquecerei que me deste sempre a mão para me apresionares a ti... lá em baixo.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Vou dar o meu coração...
Um destes dias deito fora o meu coração... não serve para nada... ninguém o quer. Para que serve um coração que ninguém quer? Só ocupa espaço e a espaços cria ansiedades desnecessárias. Bate descompasadamente, corta-me a respiração. Veio sem instruções e não o sei regular.
Fico com a máquina que bombeia sangue.
O coração... esse? vou dar... a quem fizer melhor uso dele.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Paixões
Paixões? O que é isso? Nunca mais... Até ao dia em que a caixa de pandora se abre. E depois... the same old. Afinal não dá... por qualquer motivo de nada ou por todos os motivos do mundo. E lá volto para a chamada zona de conforto, entre as páginas de um livro e um copo de vinho. E abençoo a alegria de me saber viva. E reforço convicções. E abraço(-me) (a)os amores de sempre.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Refém de Lisboa
Cheira a primavera neste agosto em que me encontro refém de Lisboa. Fiquei.
Enquanto todos rumam a caminho de um qualquer outro lugar... eu permaneço. Sem lutas, sem me debater contra moinhos de vento.
E aproveito o que esta Lisboa tem para me dar neste agosto.
Enquanto todos rumam a caminho de um qualquer outro lugar... eu permaneço. Sem lutas, sem me debater contra moinhos de vento.
E aproveito o que esta Lisboa tem para me dar neste agosto.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Comboios
Parei para ver passar o comboio... daqueles que não páram em todas as estações e apeadeiros.
Ele passou... eu acenei.
Voltei ao meu recanto minutos depois.
Ele passou... eu acenei.
Voltei ao meu recanto minutos depois.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Morrer de amor
Morre de amor quem ama de verdade, de forma incondicional. Morre de amor quem um dia acorda e a cama ao lado ficou vazia. Morre de amor quem um dia prepara as torradas e o café para dois, quando já só há um. Morre de amor a quem o sorriso é roubado e as lágrimas secam.
Depois... teatraliza-se. Finge-se que nada aconteceu... Segue-se em frente. The show must go on!?!?!?
Depois... teatraliza-se. Finge-se que nada aconteceu... Segue-se em frente. The show must go on!?!?!?
domingo, 29 de julho de 2012
Passados
A minha energia vai baixando até quase ao ponto do não retorno. Os pensamentos correm à velocidade da magia, mas abafam a imaginação e os sonhos. É o poder do ontem... o passado que ganha força, que se agiganta e se instala na minha sala. Há dias em que vem para ficar. E eu rendo-me. Aprendi que não adianta lutar, que a luta para me soltar dessas amarras só o alimenta e lhe dá mais força. Sei que quando se cansar me abandona outra e outra vez... e eu volto a sorrir.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Aqui estou eu... de novo.
Aqui estou eu... de novo. Está tudo tão diferente! Mas... é tudo tão estranhamente familiar.
Movo-me com um à vontade que me enobrece... e ao mesmo tempo me comove.
Chego-me a estranhos... converso um pouco e sigo caminho... até ao estranho seguinte.
Os contrastes acentuam-se... movem-se e mudam de lugar.
E eu? Eu permaneço. Numa imobilidade que me leva além fronteiras, para lá do mundo...
Movo-me com um à vontade que me enobrece... e ao mesmo tempo me comove.
Chego-me a estranhos... converso um pouco e sigo caminho... até ao estranho seguinte.
Os contrastes acentuam-se... movem-se e mudam de lugar.
E eu? Eu permaneço. Numa imobilidade que me leva além fronteiras, para lá do mundo...
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Aquilo que parece...
Aquilo que parece uma ruga não é. É uma marca? É uma cicatriz? Quem sabe.
É algo que vida me sulcou no rosto e lá foi ficando.
É algo que me faz lembrar todos os dias que este dia é mais um... a somar a tantos milhares de outros onde sorrisos e lágrimas se cruzaram e se completaram.
Aquela ruga... ou seja lá que nome tem... é só mais uma marca de guerra, uma prova de que estou viva. Um motivo de orgulho.
É algo que vida me sulcou no rosto e lá foi ficando.
É algo que me faz lembrar todos os dias que este dia é mais um... a somar a tantos milhares de outros onde sorrisos e lágrimas se cruzaram e se completaram.
Aquela ruga... ou seja lá que nome tem... é só mais uma marca de guerra, uma prova de que estou viva. Um motivo de orgulho.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Realidade
Um pontinho de luz forma-se em mim. Uma ideia que cresce, sempre mais e mais até quase ao seu estado de exaustão.
Antes de rebentar num mar de estrelas sem fim... esvazia-se tolhido pela ferocidade da realidade.
Antes de rebentar num mar de estrelas sem fim... esvazia-se tolhido pela ferocidade da realidade.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Livro Solidário
O Gui é um menino como tantos outros, com muitos sonhos. Um deles é poder andar de bicicleta. (http:// forcagui.wordpress.com/). Para que isso venha a ser possível precisa de fazer 3 horas de fisioterapia por dia (algo que é extremamente dispendioso).
Vamos ajudar?
Na sexta feira, dia 20, a partir das 18:30, o Centro Comercial de Odivelas (Kaue - Centro Comercial de Odivelas, Lda,Rua Major Caldas Xavier, 52 - 1.C, 2675-311 Odivelas) cedeu-me um espaço para apresentar o livro "Das Minhas Águas Furtadas" e toda a verba angariada será para o Gui avançar com a fisioterapia.
Conto convosco!!!
Vamos ajudar?
Na sexta feira, dia 20, a partir das 18:30, o Centro Comercial de Odivelas (Kaue - Centro Comercial de Odivelas, Lda,Rua Major Caldas Xavier, 52 - 1.C, 2675-311 Odivelas) cedeu-me um espaço para apresentar o livro "Das Minhas Águas Furtadas" e toda a verba angariada será para o Gui avançar com a fisioterapia.
Conto convosco!!!
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Em ti
Senta-te. Respira bem fundo. Fecha os olhos por uns momentos. E vê-te.
Que vês tu? Nada?
Que despero toma conta de ti e te abalroa!
Calma. Volta a respirar bem fundo e a fechar os olhos. E permanece.
Acima de tudo... aprende a permanecer... em ti.
Que vês tu? Nada?
Que despero toma conta de ti e te abalroa!
Calma. Volta a respirar bem fundo e a fechar os olhos. E permanece.
Acima de tudo... aprende a permanecer... em ti.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Um dia...
Talvez um dia volte a encontrar um grande amor...
Talvez um dia ponha a mochila às costas e parta sem rumo certo...
Talvez um dia tudo faça sentido... ou um sentido...
Talvez um dia tudo seja sentido... num sentido...
Talvez... um dia...
Talvez um dia ponha a mochila às costas e parta sem rumo certo...
Talvez um dia tudo faça sentido... ou um sentido...
Talvez um dia tudo seja sentido... num sentido...
Talvez... um dia...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Riscos
Traço um risco a negro numa pequena tela... muito ao de leve. E vou reforçando... até ficar no tom.
E o lápis ganha vida, guiado pela ponta dos meus dedos... e decubro que afinal até sei desenhar.
Não com as regras e os métodos das escolas de desenho. Não com os ritmos dos grandes pintores... ou dos desenhares de profissão.
Naquelas pequenas telas não há regras, não há caminhos, não há redes, nem balizas.
Naquelas pequenas telas não dimensões, nem equilibrios próprios.
Naquelas pequenas telas estou eu... naquele exato momento sou eu.
E o lápis ganha vida, guiado pela ponta dos meus dedos... e decubro que afinal até sei desenhar.
Não com as regras e os métodos das escolas de desenho. Não com os ritmos dos grandes pintores... ou dos desenhares de profissão.
Naquelas pequenas telas não há regras, não há caminhos, não há redes, nem balizas.
Naquelas pequenas telas não dimensões, nem equilibrios próprios.
Naquelas pequenas telas estou eu... naquele exato momento sou eu.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Há dias assim...
Há dias assim...
Há dias em que o peito aperta e o estômago fica num nó.
Há dias em que uma tristeza desmedida me pesa nos ombros.
Há dias em que o calor me abafa e me corta a vontade de respirar.
Há dias em que as saudades apertam de forma esmagadora.
Há dias em que o espelho me deforma e diminui.
Há dias assim...
E depois há dias...
Dias em que o sol brilha disparatadamente.
Dias em que os sorrisos se multiplicam.
Dias em que me redescubro.
Dias em que pairo.
Dias em que me surpreendo comigo e com o mundo... Dias em que me deixo surpreender.
Há dias com muitos dias por dentro.
Há dias em que o peito aperta e o estômago fica num nó.
Há dias em que uma tristeza desmedida me pesa nos ombros.
Há dias em que o calor me abafa e me corta a vontade de respirar.
Há dias em que as saudades apertam de forma esmagadora.
Há dias em que o espelho me deforma e diminui.
Há dias assim...
E depois há dias...
Dias em que o sol brilha disparatadamente.
Dias em que os sorrisos se multiplicam.
Dias em que me redescubro.
Dias em que pairo.
Dias em que me surpreendo comigo e com o mundo... Dias em que me deixo surpreender.
Há dias com muitos dias por dentro.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Largando a dor
Ontem dei uns passos tímidos, espaçados... ao de leve. Hoje caminho em passos largos. Vou largando o passado. Vou largando a dor do ser...
As marcas? Nem todos as conseguem ver. Eu já não as vejo. Mas sinto-as. Renascem a cada dor de crescimento.
Passei a pisar terreno duro. Deixei para trás o arenoso, que me prendia os movimentos, me dificultava o andar, me prendia a alma... numa luta ao minuto por mim mesma. Por me resgatar.
As marcas? Nem todos as conseguem ver. Eu já não as vejo. Mas sinto-as. Renascem a cada dor de crescimento.
Passei a pisar terreno duro. Deixei para trás o arenoso, que me prendia os movimentos, me dificultava o andar, me prendia a alma... numa luta ao minuto por mim mesma. Por me resgatar.
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