Os olhos baixam ligeiramente e a cabeça descai um pouco... por pouco tempo..
Levanto-me num movimento abrupto... amparada pelo orgulho e a humildade... num equilibrio raro e frágil. E enfrento... olhos nos olhos... as justiças e as injustiças.
Lanço a voz num tom sereno... de quem controla... admito erros... reparo injustiças (tento).
E tento manter-me no meu circulo.
E saio... de olhos nos olhos... cabeça para cima.
Ficam os pensamentos... para serem pensados.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
...
Tenho saudades de mim... daquilo que fui... daquilo que sonhei ser... daquilo que sou hoje e daqui a cinco minutos... e até daquilo que virei a ser.
Tenho saudades profundas, com dor.
De ti. Deixei-te ir, de vez? Duvido. Estás cravada na minha alma, tenho os teus cheiros presentes... arroz doce... as tuas gargalhadas. Vais estar sempre aqui, tenho dificuldade em largar-me de ti.
Sinto a falta da tua presença, do teu calor a abraçar-me. Do teu olhar.
Vai ser sempre assim... até ao dia.
Tenho saudades profundas, com dor.
De ti. Deixei-te ir, de vez? Duvido. Estás cravada na minha alma, tenho os teus cheiros presentes... arroz doce... as tuas gargalhadas. Vais estar sempre aqui, tenho dificuldade em largar-me de ti.
Sinto a falta da tua presença, do teu calor a abraçar-me. Do teu olhar.
Vai ser sempre assim... até ao dia.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Suspiro
Um suspiro passageiro...
Estou aborrecida...
Quero sair, vaguear no meu Mundo, ler os meus livros.
Quero apanhar flores do campo, viajar com elas na mão.
Um suspiro passageiro que se vai eternizando... até...
Estou aborrecida...
Quero sair, vaguear no meu Mundo, ler os meus livros.
Quero apanhar flores do campo, viajar com elas na mão.
Um suspiro passageiro que se vai eternizando... até...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
...
Sentei-me no muro de pedra, pintado de branco pelas trinchas molhadas em cale. Já secou, mas o cheiro permanece e entranha-se em mim. Traz-me recordações de outros tempos... boas, muito boas. Traz-me recordações de Verões longínquos e felizes.
Descalço as sandálias e sinto o fresco da pedra na sola dos pés.
E quero ficar lá para sempre... nas recordação dos Verões longínquos e felizes.
Descalço as sandálias e sinto o fresco da pedra na sola dos pés.
E quero ficar lá para sempre... nas recordação dos Verões longínquos e felizes.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Caminhos
Peguei no bico de um lápis de carvão partido e numa folha de papel, com linhas.
Comecei por fazer umas escadas... depois um caminho e mais um e outro ainda.
Desenhei um sol, flores, uma bola e um baloiço...
...e três sorrisos... mesmo antes de ficar sem o bico do lápis de carvão e de ficar com a ponta dos dedos da mão direita negros.
Comecei por fazer umas escadas... depois um caminho e mais um e outro ainda.
Desenhei um sol, flores, uma bola e um baloiço...
...e três sorrisos... mesmo antes de ficar sem o bico do lápis de carvão e de ficar com a ponta dos dedos da mão direita negros.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sons de fundo
Balanço ligeiramente ao ritmo de uma ligeira brisa teimosa que me desassossega a alma.
E vivo neste balanço ligeiro... que se intensifica, que me abranda, que me vira e revira.
E como música de fundo? Os sons de uma vida que já vai a mais de meio... que se começa a esfumar, lentamente... sem que possa fazer muito mais que respirar e sorrir... que viver.
E vivo neste balanço ligeiro... que se intensifica, que me abranda, que me vira e revira.
E como música de fundo? Os sons de uma vida que já vai a mais de meio... que se começa a esfumar, lentamente... sem que possa fazer muito mais que respirar e sorrir... que viver.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
...
Deste-me a mão... puxámo-nos para cima... para sempre.
Mas final para sempre foram só três dias... vividos ao limite e nos limites. De todos, até de nós próprios.
E depois? Depois foi o não aguentar... o ir largando as mãos... até...
Até termos de recomeçar mais uma vez... Com sangue nas palmas das mãos... e da alma. Que correu horas a fio... mas nos foi libertando... muito lentamente... cada um para o seu lado da vida... mais um vez.
Mas final para sempre foram só três dias... vividos ao limite e nos limites. De todos, até de nós próprios.
E depois? Depois foi o não aguentar... o ir largando as mãos... até...
Até termos de recomeçar mais uma vez... Com sangue nas palmas das mãos... e da alma. Que correu horas a fio... mas nos foi libertando... muito lentamente... cada um para o seu lado da vida... mais um vez.
terça-feira, 29 de junho de 2010
...
Encontrámo-nos... junto ao rio... depois de anos de desencontros.
Pela tua cara escorria um vazio de lágrimas, de um choro perdido.
Pela minha algumas lágrimas redondas, salgadas, sentidas.
Dançámos ali... demos as mãos num rodopio infinito.
Escrevemos, muito, cantámos, voltámos a dançar.
Corremos as ruelas impossíveis de duas vidas numa só.
Sonhamos com um Mundo a rodar por nós, para nós, connosco. Sonhamos...
E... quando nos desprendemos... Pela tua cara escorriam lágrimas redondas, salgadas. Pela minha um rio seco de lágrimas sofridas.
Pela tua cara escorria um vazio de lágrimas, de um choro perdido.
Pela minha algumas lágrimas redondas, salgadas, sentidas.
Dançámos ali... demos as mãos num rodopio infinito.
Escrevemos, muito, cantámos, voltámos a dançar.
Corremos as ruelas impossíveis de duas vidas numa só.
Sonhamos com um Mundo a rodar por nós, para nós, connosco. Sonhamos...
E... quando nos desprendemos... Pela tua cara escorriam lágrimas redondas, salgadas. Pela minha um rio seco de lágrimas sofridas.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
...
O cansaço é tanto que adormeço enconstada a uma pedra... uma qualquer.
Deixou de ter importância... a sua cor... o seu toque fresco e áspero.
Basta uma simples pedra... uma qualquer.
E adormeço... serena.
Deixou de ter importância... a sua cor... o seu toque fresco e áspero.
Basta uma simples pedra... uma qualquer.
E adormeço... serena.
terça-feira, 22 de junho de 2010
...
Temia isto... que a amizade se esfumasse.
Sinto falta do teu bom senso... da tua segurança de criança perdida no mundo dos grandes.
Dizemos-nos amigos... sempre.
Mas... onde andamos?
Perdemo-nos... escondemo-nos um do outro.
Com medo. Tememo-nos... de certa forma.
E em momentos não nos resistimos... para logo de seguida nos afastarmos, corrermos na direcção contrária de nós mesmos... até um dia.
Até ao dia.
Sinto falta do teu bom senso... da tua segurança de criança perdida no mundo dos grandes.
Dizemos-nos amigos... sempre.
Mas... onde andamos?
Perdemo-nos... escondemo-nos um do outro.
Com medo. Tememo-nos... de certa forma.
E em momentos não nos resistimos... para logo de seguida nos afastarmos, corrermos na direcção contrária de nós mesmos... até um dia.
Até ao dia.
domingo, 13 de junho de 2010
Cerejas
O telefone toca e vou...
Cabelo? Qual cabelo? Curto, bem curto.
Mais uma mudança... mais arrumações...
Tudo o que está a mais vai fora.
Tudo o que me pesa, tudo o que me mantem aprisionada à dor vai para o lixo.
É altura de reciclar... o lixo... a vida... o Mundo.
É tempo de cerejas e de renovar sorrisos.
Cabelo? Qual cabelo? Curto, bem curto.
Mais uma mudança... mais arrumações...
Tudo o que está a mais vai fora.
Tudo o que me pesa, tudo o que me mantem aprisionada à dor vai para o lixo.
É altura de reciclar... o lixo... a vida... o Mundo.
É tempo de cerejas e de renovar sorrisos.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Há dias...
Há dias assim... em que acorda assim... em que se fica assim... até passar. Um dia. A uma qualquer hora.
Mas não passa...completamente. Fica lá. Está lá.
Às vezes acorda... faz-nos sangrar. Faz-me sangrar.
A esperança esbate-se, esfuma-se. Para se renovar de seguida.
Mas a pequena desilusão que sempre me acompanhou... essa continua lá. No seu ninho quente e traiçoeiro.
Uma luta... (para) sempre.
Mas não passa...completamente. Fica lá. Está lá.
Às vezes acorda... faz-nos sangrar. Faz-me sangrar.
A esperança esbate-se, esfuma-se. Para se renovar de seguida.
Mas a pequena desilusão que sempre me acompanhou... essa continua lá. No seu ninho quente e traiçoeiro.
Uma luta... (para) sempre.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Pausas
Olho e finjo que não vejo... Ponho os óculos escuros e disfarço.
Sinto e finjo que não doi... Ponho um penso. Amanhã é outro dia.
Amanhã é sempre outro dia... um dia de dias que se sucedem... e não dá para pôr em pausa. Só para ir ali num instantinho e voltar.
E... se não voltar? E se deixar a vida em pausa? E me passear por entre um Mundo que parou? Um Mundo meu...
Vou ali... e volto já. Se não voltar?... Fico ali.
Sinto e finjo que não doi... Ponho um penso. Amanhã é outro dia.
Amanhã é sempre outro dia... um dia de dias que se sucedem... e não dá para pôr em pausa. Só para ir ali num instantinho e voltar.
E... se não voltar? E se deixar a vida em pausa? E me passear por entre um Mundo que parou? Um Mundo meu...
Vou ali... e volto já. Se não voltar?... Fico ali.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Braços
Enrosquei-me naqueles braços quentes... aqueci. A alma... serenou.
O toque doce, de mão de homem.
A respiração bem junto ao meu pescoço... ao meu ouvido.
Uma eternidade consentida... que termina umas horas depois...
Amplio as alegrias. E eternizo-as no tempo... num espaço.
E dormi. Naquele calor.
Ou não... ou tudo se esfuma no bater de uma porta.
O toque doce, de mão de homem.
A respiração bem junto ao meu pescoço... ao meu ouvido.
Uma eternidade consentida... que termina umas horas depois...
Amplio as alegrias. E eternizo-as no tempo... num espaço.
E dormi. Naquele calor.
Ou não... ou tudo se esfuma no bater de uma porta.
sábado, 5 de junho de 2010
até...
Dia sim... dia não... dia sim... dia não...
Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
Saltito nas margens daquele rio e faço saltar pequenos seixos redondinhos por cima da água... até mergulharem e desaparecerem.
Molho os pés... as pernas até ao joelhos. Só até aos joelhos. E as calças.
Aquele fresco de uma água que segue o seu caminho sem olhar para trás entra-me pelo corpo e aquece-me estranhamente a alma... mas refresca-me a pele... a cara... os braços... as mãos.
Molho o cabelo e atiro-o para trás das costas. E o passado fica lá... atrás das minhas costas com o cabelo molhado e uma frescura subitamente inexplicável.
Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
Saltito nas margens daquele rio e faço saltar pequenos seixos redondinhos por cima da água... até mergulharem e desaparecerem.
Molho os pés... as pernas até ao joelhos. Só até aos joelhos. E as calças.
Aquele fresco de uma água que segue o seu caminho sem olhar para trás entra-me pelo corpo e aquece-me estranhamente a alma... mas refresca-me a pele... a cara... os braços... as mãos.
Molho o cabelo e atiro-o para trás das costas. E o passado fica lá... atrás das minhas costas com o cabelo molhado e uma frescura subitamente inexplicável.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Abraço
Dá-me um abraço, sem me tocares. Não me apertes. Mantem a distancia entre o teu eu e o meu... ao mesmo tempo que os dois se entrelançam e vibram numa dança sem sentido...descompassada.
Abraça-me sempre e para sempre... lá... onde o eu sou eu e o tu és tu. Lá... onde o eus se encontram. Lá... naquele ponto... no equilibrio.
Abraça-me onde os sorrisos se unem, os dedos se tocam e os eus se conhecem... de olhos bem fechados.
Abraça-me ao pôr do sol... até ele voltar a nascer. Dias, meses, anos... o tal sempre... e para sempre.
Abraça-me... simplesmente.
Abraça-me sempre e para sempre... lá... onde o eu sou eu e o tu és tu. Lá... onde o eus se encontram. Lá... naquele ponto... no equilibrio.
Abraça-me onde os sorrisos se unem, os dedos se tocam e os eus se conhecem... de olhos bem fechados.
Abraça-me ao pôr do sol... até ele voltar a nascer. Dias, meses, anos... o tal sempre... e para sempre.
Abraça-me... simplesmente.
Memórias
Durante anos fui guadando tudo, numa pequena caixa de sapatos ortopédicos que foi crescendo com o tempo.
Guardei areia de praias e pedras e conchas.
Guardei os brindes do bolo rei.
Guardei amores e desamores... paixões e desilusões.
Guardei carinhos. Guardei miminhos. Guardei pontapés e pedradas.
Guardei sorrisos e lágrimas. Arrepios de frio. Peles de galinha.
Guardei sonhos, esperanças.
E vivi e fui vivendo. Em luta para respeirar, sempre por mim.
Em luta... quase sempre... quase sempre comigo.
Guardei areia de praias e pedras e conchas.
Guardei os brindes do bolo rei.
Guardei amores e desamores... paixões e desilusões.
Guardei carinhos. Guardei miminhos. Guardei pontapés e pedradas.
Guardei sorrisos e lágrimas. Arrepios de frio. Peles de galinha.
Guardei sonhos, esperanças.
E vivi e fui vivendo. Em luta para respeirar, sempre por mim.
Em luta... quase sempre... quase sempre comigo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Estiquei a minha mão...
Estiquei a minha mão... queria apanhar a chuva toda, mas só caiu um pingo. Um único pingo.
Um pingo que se diluiu... desapareceu... no meio a sangue que me escorre por entre os dedos.
Fico assim... de mão esticana para o nada durante uma existência.
Só depois a envolvo num lenço encarnado, que esconde o sangue, o pingo de chuva e a dor imensa... encosto a mão ao peito e petrifico-me assim, durante mais uma existência.
E assim... em ciclo... circulos... pequenas corridas... e muito mais... se chegá lá. Ao fim!
Um pingo que se diluiu... desapareceu... no meio a sangue que me escorre por entre os dedos.
Fico assim... de mão esticana para o nada durante uma existência.
Só depois a envolvo num lenço encarnado, que esconde o sangue, o pingo de chuva e a dor imensa... encosto a mão ao peito e petrifico-me assim, durante mais uma existência.
E assim... em ciclo... circulos... pequenas corridas... e muito mais... se chegá lá. Ao fim!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pessoas... vidas... nas vidas.
É impressionante... fascinante até... como as pessoas entram na nossa vida...rodopiam nela.
Umas ficam... outras partem sem regresso anunciado.
Umas fazem caminhos ao nosso lado... outras caminhos paralelos... diametralmente opostos.
E eu rodopio na minha vida... a mil... a mil e um.
Entro e saio da minha vida... da vida dos outros... num bailado desconcertante... até para mim.
A vida é assim, feita de múltiplos bailados que se cruzam e abarçam até sempre... até nunca.
A vida. The end!!!
Umas ficam... outras partem sem regresso anunciado.
Umas fazem caminhos ao nosso lado... outras caminhos paralelos... diametralmente opostos.
E eu rodopio na minha vida... a mil... a mil e um.
Entro e saio da minha vida... da vida dos outros... num bailado desconcertante... até para mim.
A vida é assim, feita de múltiplos bailados que se cruzam e abarçam até sempre... até nunca.
A vida. The end!!!
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