Que bom que é virar as esquinas e descobrir sangue do nosso.
Com garra, com alegria.
E o que estará por de trás da esquina?
Mais sangue do nosso que se junta e mistura entre risos, recordações e aventuras.
E levamos todos atrás.
Novos e velhos.
Voltaremos sempre a rir juntos.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
...
Tinhamos sonhos, esperanças, vontades.
Achávamos que iamos mudar os mundos.
Cada um à sua maneira iamos derrubar muros, vencer gigantes e seguir em frente... vitóriosos.
Cada um à sua maneira se foi desiludindo e baixando os braços.
Cada um à sua maneira foi pondo os pés na terra e foi ficando.
Cansados.
Prostrados.
Vencidos.
Cada um à sua maneira.
Achávamos que iamos mudar os mundos.
Cada um à sua maneira iamos derrubar muros, vencer gigantes e seguir em frente... vitóriosos.
Cada um à sua maneira se foi desiludindo e baixando os braços.
Cada um à sua maneira foi pondo os pés na terra e foi ficando.
Cansados.
Prostrados.
Vencidos.
Cada um à sua maneira.
Que...
Que insatisfação desmedida que me tolhe os movimentos.
Que me fecha o rosto numa sisudez de olhos suspensos... em nada.
Que me quarta a alegria e o riso solto.
Que me desespera.
Que loucura esta que me angustia e me sobressalta o sono.
Que me tira as ganas de correr.
Que me faz pousar os braços da luta.
Que me desespera.
Que tristeza imensa que me doi por dentro e me arranha as entranhas.
Que me empurra para um desassossego vadio.
Que me amarra o corpo e a alma... deixando a cabeça à solta.
Que me desespera.
Que me fecha o rosto numa sisudez de olhos suspensos... em nada.
Que me quarta a alegria e o riso solto.
Que me desespera.
Que loucura esta que me angustia e me sobressalta o sono.
Que me tira as ganas de correr.
Que me faz pousar os braços da luta.
Que me desespera.
Que tristeza imensa que me doi por dentro e me arranha as entranhas.
Que me empurra para um desassossego vadio.
Que me amarra o corpo e a alma... deixando a cabeça à solta.
Que me desespera.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Pai
Vou pôr um pai por palavras.
Recitá-lo... nomeá-lo... acima de tudo, amá-lo.
Coragem, força e determinação.
Coração forte.
Mente sã.
Colo, abraço.
Retidão.
Sorriso e zangas.
Convicções.
Livros na alma.
Um pai... para sempre.
Recitá-lo... nomeá-lo... acima de tudo, amá-lo.
Coragem, força e determinação.
Coração forte.
Mente sã.
Colo, abraço.
Retidão.
Sorriso e zangas.
Convicções.
Livros na alma.
Um pai... para sempre.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Estrelas
O céu ganhou mais uma estrela.
Lugar comum... mas verdadeiro.
Esta estrela brilha e leva consigo a sabedoria de um Mundo...
A ternura de uma voz... a calma de um olhar... a paciência de um sábio.
Porque para o céu, em forma de estrela... só vão os bons.
E consigo só levam aquilo que de bom espalharam nesta terra.
Lugar comum... mas verdadeiro.
Esta estrela brilha e leva consigo a sabedoria de um Mundo...
A ternura de uma voz... a calma de um olhar... a paciência de um sábio.
Porque para o céu, em forma de estrela... só vão os bons.
E consigo só levam aquilo que de bom espalharam nesta terra.
Partida
Hoje morreu alguém que me é muito querido.
Partiu do meus convívio e de todos os que o amam.
Era um homem bom e um grande homem.
Com defeitos e virtudes, peculiaridades muito suas. E uma grandeza de conhecimento que me espantava sempre que estava com ele.
Do alto dos seus 87 anos partiu.
Deixou um espólio humano impagável.E muitas história para lembrar e contar.
Vai fazer falta.... muita falta
Partiu do meus convívio e de todos os que o amam.
Era um homem bom e um grande homem.
Com defeitos e virtudes, peculiaridades muito suas. E uma grandeza de conhecimento que me espantava sempre que estava com ele.
Do alto dos seus 87 anos partiu.
Deixou um espólio humano impagável.E muitas história para lembrar e contar.
Vai fazer falta.... muita falta
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
A passo
Ontem deste mais um passo.
A cada dia te vais afastando um pouquinho mais.
Entre fumos e gargalhadas.
Com a insolênciaa arrebitar o nariz para cima.
Ao lado dos camaradas, que os velhos não acompanham.
Ontem deste mais um passo.
Espreitaste fora do ninho.
Estás a preparar o vôo. Eu sei disso.
E não te posso reter.
Ontem deste mais um passo.
Caminhas com a tua seita.
Fica o carinho guardado e as saudades antecipadas.
Um dia voltas.
Eu voltei
A cada dia te vais afastando um pouquinho mais.
Entre fumos e gargalhadas.
Com a insolênciaa arrebitar o nariz para cima.
Ao lado dos camaradas, que os velhos não acompanham.
Ontem deste mais um passo.
Espreitaste fora do ninho.
Estás a preparar o vôo. Eu sei disso.
E não te posso reter.
Ontem deste mais um passo.
Caminhas com a tua seita.
Fica o carinho guardado e as saudades antecipadas.
Um dia voltas.
Eu voltei
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Sabes...
Sabes... um dia tudo isto acaba.
Todas as dores se esfumam e são consumidas, um dia, por um qualquer fogo que nos deixará em pó.
Todas as tristezas serão, finalmente reduzidas ao nada... que sempre deveriam ter sido, mas não conseguimos.
Este desespero constante, que vai ganhando voz ou se aninha escondido atrás de um sorriso fraco, deixa finalmente de se cravar na carne.
Tormentos, ansiedades, angústias... aquelas que parecem nunca ter fim... terão.
Sabes... um dia tudo isto acaba. E finalmente gozaremos da sonhada paz.
Todas as dores se esfumam e são consumidas, um dia, por um qualquer fogo que nos deixará em pó.
Todas as tristezas serão, finalmente reduzidas ao nada... que sempre deveriam ter sido, mas não conseguimos.
Este desespero constante, que vai ganhando voz ou se aninha escondido atrás de um sorriso fraco, deixa finalmente de se cravar na carne.
Tormentos, ansiedades, angústias... aquelas que parecem nunca ter fim... terão.
Sabes... um dia tudo isto acaba. E finalmente gozaremos da sonhada paz.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Finalmente...
Este ano... finalmente...
Ofereço-te corações lamechas e deixo que me leves a jantar.
Dou-te a mão. Encosto-me a ti.
Deixo-me ir.
Abraço esta felicidade.
Rio alto.
Quero-nos.
Foleiros, pirosos... Não quero saber.
Estou feliz.
Ofereço-te corações lamechas e deixo que me leves a jantar.
Dou-te a mão. Encosto-me a ti.
Deixo-me ir.
Abraço esta felicidade.
Rio alto.
Quero-nos.
Foleiros, pirosos... Não quero saber.
Estou feliz.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Hoje... só hoje
Hoje está chuva e eu estou como o tempo...
Deixa-me saltar para o teu colo mãe e aí ficar.
Afaga-me o cabelo.
E sem dizeres nada deixa-me sentir que vai ficar sempre tudo bem. Porque tu vais estar sempre por cá. Porque o teu colo vai estar sempre à minha espera.
Limpa-me as lágrimas que escorrem e embala-me.
Quero voltar a adormecer ao teu colo.
Talvez para (um) sempre.
Deixa-me saltar para o teu colo mãe e aí ficar.
Afaga-me o cabelo.
E sem dizeres nada deixa-me sentir que vai ficar sempre tudo bem. Porque tu vais estar sempre por cá. Porque o teu colo vai estar sempre à minha espera.
Limpa-me as lágrimas que escorrem e embala-me.
Quero voltar a adormecer ao teu colo.
Talvez para (um) sempre.
Cansada
Estou tão cansada.
E o mundo não pára, por um minuto sequer.
Talvez se eu entregar as luvas e me sentar a um canto tudo acalme.
Entrar numa letargia. Deixar tudo andar por si só. E ver o que acontece.
Estou tão cansada.
E o mundo não pára, por um minuto sequer.
Talvez se eu entregar as luvas e me sentar a um canto tudo acalme.
Entrar numa letargia. Deixar tudo andar por si só. E ver o que acontece.
Estou tão cansada.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Fechar os olhos
Uma pequena brisa toca-me na cara.
Franzo o nariz.
E volto a fechar os olhos.
Não quero ver mais.
Recuso-me.
E advogo-me este direito em qualquer barra de tribunal.
Julguem-me se quiserem.
Atiram as pedras.
Os meus olhos não se voltarão a abrir para as feiuras deste mundo.
Franzo o nariz.
E volto a fechar os olhos.
Não quero ver mais.
Recuso-me.
E advogo-me este direito em qualquer barra de tribunal.
Julguem-me se quiserem.
Atiram as pedras.
Os meus olhos não se voltarão a abrir para as feiuras deste mundo.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Palhaço pobre
Sou um palhaço pobre.
Basta espreitares por trás de um olhar ou, número arriscado, para dentro da alma.
Mal espreitas vês um baú. Lindo, brilhante.
Mas pensa bem antes de o abrires. Podes não gostar do que vais encontrar.
Sou um palhaço pobre.
Habitado por angústias, medos e solidões.
Com um sorriso no canto da boca e uma gargalhada sonora.
Caminho comigo desde tempos imemoriáveis.
Conto sonhos, esperanças e arremeços de euforias.
Para depois voltar à sombra.
Sou um palhaço pobre...
Basta espreitares por trás de um olhar ou, número arriscado, para dentro da alma.
Mal espreitas vês um baú. Lindo, brilhante.
Mas pensa bem antes de o abrires. Podes não gostar do que vais encontrar.
Sou um palhaço pobre.
Habitado por angústias, medos e solidões.
Com um sorriso no canto da boca e uma gargalhada sonora.
Caminho comigo desde tempos imemoriáveis.
Conto sonhos, esperanças e arremeços de euforias.
Para depois voltar à sombra.
Sou um palhaço pobre...
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Saber de ti
Vou tentar saber de ti. Procurar-te no mais longe que possa existir... no mais fundo... no mais recondido.
E provavelmente nada saberei.
Viverei um inteira vida sem saber de ti. Sem saber nada de ti.
Mas a achar que te sei.
Que te sei de cor e salteado, de trás para a frente, do avesso e do direito.
Que imensa ilusão. Se nem de mim sei.
E provavelmente nada saberei.
Viverei um inteira vida sem saber de ti. Sem saber nada de ti.
Mas a achar que te sei.
Que te sei de cor e salteado, de trás para a frente, do avesso e do direito.
Que imensa ilusão. Se nem de mim sei.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Preciso...
Truz... truz...
Sim?
Preciso de um abraço. Daqueles fortes, sabes? Sentido.
Preciso de encostar a cabeça ao teu peito e encontrar o teu coração... só para serenar. Sentir o teu calor... o teu cheiro... juntos a mim e ao bater descompassado do meu coração.
Preciso de fechar os olhos e sentir as tuas mãos à volta da minha cintura. Preciso de me aninhar em ti, que é onde sei que tudo faz sentido. Tudo tem um sentido, um rumo certo, uma razão.
Talvez até tracemos um objetivo e a rota para lá chegar. Juntos. Ou talvez continuaremos deliciosamente à deriva, sem largarmos as mãos.
Sorri para mim... e abraça este sorriso que me ofereces a cada existência.
Juntos.
Porquê?
Simplesmente porque... sim.
Sim?
Preciso de um abraço. Daqueles fortes, sabes? Sentido.
Preciso de encostar a cabeça ao teu peito e encontrar o teu coração... só para serenar. Sentir o teu calor... o teu cheiro... juntos a mim e ao bater descompassado do meu coração.
Preciso de fechar os olhos e sentir as tuas mãos à volta da minha cintura. Preciso de me aninhar em ti, que é onde sei que tudo faz sentido. Tudo tem um sentido, um rumo certo, uma razão.
Talvez até tracemos um objetivo e a rota para lá chegar. Juntos. Ou talvez continuaremos deliciosamente à deriva, sem largarmos as mãos.
Sorri para mim... e abraça este sorriso que me ofereces a cada existência.
Juntos.
Porquê?
Simplesmente porque... sim.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Corre, corre...
Corre, corre... Corre, corre...
Corre... Corre... Sem parar.
Nunca páres. Segue em frente.
Faz como toda a gente... que corre sem saber porquê. Que corre sem saber como.
Para onde vais?
Que importa isso?... Porque perguntas?
Vai simplesmente e não páres. Não questiones. Segue... Segue... Sem parar.
E quando lá chegares... Lá onde? Que importa isso?... Porque perguntas?
E quando lá chegares... enrodilha-te e descansa.
Corre... Corre... Sem parar.
Nunca páres. Segue em frente.
Faz como toda a gente... que corre sem saber porquê. Que corre sem saber como.
Para onde vais?
Que importa isso?... Porque perguntas?
Vai simplesmente e não páres. Não questiones. Segue... Segue... Sem parar.
E quando lá chegares... Lá onde? Que importa isso?... Porque perguntas?
E quando lá chegares... enrodilha-te e descansa.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Desde que...
Desde que possa continuar a adormecer enroscada em ti... até ao meu último respirar...
está tudo bem.
Desde que continuemos a andar na rua de mão dada... e a rir alto...
Partilhar... contruir... redefinir.
Dados lançados...sem retorno. Com vagares apressados.
Cumplicidades entrelaçadas. De hoje... de sempre... para sempre.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Lixo
Transformo-me, transfiguro-me... retorno.
Em meu redor tudo se mantem igual, inalterável. Pior que tudo, inabalável.
O lixo amontoa-se, passeia-se com orgulho pela fama, em que se atropela.
Pisa-se e repisa-se, para depois se erguer com uma força desumana. E levar tudo em redor.
Não poupa ninguém. Os afetos morreram-lhe faz tempos.
O que é uma lágrima?
É cão que não reconhece o dono.
É pústula que contamina a sociedade... até à gangrena.
E depois de amputado... regenera-se.
Para voltar a dizimar a vida.
Em meu redor tudo se mantem igual, inalterável. Pior que tudo, inabalável.
O lixo amontoa-se, passeia-se com orgulho pela fama, em que se atropela.
Pisa-se e repisa-se, para depois se erguer com uma força desumana. E levar tudo em redor.
Não poupa ninguém. Os afetos morreram-lhe faz tempos.
O que é uma lágrima?
É cão que não reconhece o dono.
É pústula que contamina a sociedade... até à gangrena.
E depois de amputado... regenera-se.
Para voltar a dizimar a vida.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Fio de vida
O curto fio de vida que lhe restava escorregou-lhe pelo canto da boca em forma de sangue.
Fechou os olhos e sentiu o quão pouco tempo pisou esta terra. Naqueles derradeiros segundo lembrou os melhores momento... em flash. E lembrou o todo que não chegaria a concretizar.
Fechou os olhos... e dormiu.
Fechou os olhos e sentiu o quão pouco tempo pisou esta terra. Naqueles derradeiros segundo lembrou os melhores momento... em flash. E lembrou o todo que não chegaria a concretizar.
Fechou os olhos... e dormiu.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Harmonia
Acordo estremunhada e sinto a onda de calor que emana do teu corpo. Entra no meu para ali permanecer.
Um braço envolve-me a cintura... num abraço. E a tua respiração... pausada... trespassa o ar num bafo quente.
Volto a fechar os olhos...serena. E embalo a minha respiração na tua. Compassadas... em harmonia.
Um braço envolve-me a cintura... num abraço. E a tua respiração... pausada... trespassa o ar num bafo quente.
Volto a fechar os olhos...serena. E embalo a minha respiração na tua. Compassadas... em harmonia.
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